Apesar do jeito duro. Turrona. Alguém disse com propriedade isso: Tu é de uma lealdade constrangedora. Sendo capaz de gestos de carinho e consideração e distinção ao próximo (os próximos que elege mediante rigorosa seleção ética, não moral, mas ética) que derreteriam até o coração de Nero, Átila e (talvez) do Hitler.
'S Wonderful! 'S Marvelous! You should care for me! 'S awful nice! 'S paradise! 'S what I love to see!
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quarta-feira, novembro 06, 2013
Quando alguém te radiografa a alma
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sexta-feira, outubro 04, 2013
Meu pai sabe das coisas :)
They won't leave in the night, I've no fear that they might desert me!
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segunda-feira, junho 10, 2013
domingo, abril 28, 2013
sexta-feira, março 29, 2013
O prazer de descobrir novidades...
Barbudos, cabeludos e muito bons. Fora a política, o Texas nos surpreende...Com vocês minha descoberta apaixonante do dia: The Bright Light Social Hour. Enjoy it!
PAULADA NAS GUITARRAS...
MAIS UM, FINO DEMAIS COM ESSE BARBUDO...
PAULADA NAS GUITARRAS...
MAIS UM, FINO DEMAIS COM ESSE BARBUDO...
quinta-feira, março 21, 2013
E o céu aqui é dele...
O sol daqui é sem dúvida o mais bonito que já vi. Ele não é o sol que queima a pele nas areias do Rio de Janeiro, não é o sol bom para pegar as ondas em Santa Catarina, muito menos aquele sol para seguir atrás do trio elétrico em Salvador. Não! Nosso sol não é para agradar turista. Nosso sol faz parte da cidade.
Todo dia - quando aparece, é claro - ele nos sorri descaradamente. Beija os prédios, suspira pelos morros, invade janelas, franzi testas. Mas é lá no fim da tarde que ele teima em se exibir ainda mais, e com toda razão. Descendo rapidinho no horizonte aquarelado do Guaíba ele reina absoluto, num espetáculo de beleza única, ímpar, iluminada e sensorial. Ele sabe quem é. ELE é o sol da contemplação. Aqui o astro rei não é apenas um cartão postal. Ele é sim um pedaço insubstituível e apaixonante do Cosmos em Porto Alegre.
;)
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quarta-feira, março 20, 2013
segunda-feira, março 18, 2013
The danger of a single story
Vale a pena ver e ouvir o que a escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie diz sobre "uma única versão da história" ou "o perigo da história única". Fica a dica!
"The single story creates stereotypes, and the problem with stereotypes is not that they are untrue, but that they are incomplete. They make one story become the only story.”
Chimamanda Ngozi Adichie
"The single story creates stereotypes, and the problem with stereotypes is not that they are untrue, but that they are incomplete. They make one story become the only story.”
Chimamanda Ngozi Adichie
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sábado, março 02, 2013
Preta Pretinha e os Novos Baianos F. C
A música da minha vida desde pequena é esta: Preta, Pretinha (Novos Baianos, 1972) . E nunca tive problema com isso. Aliás, acho ótimo me chamarem pelo tom da minha pele, olhos e cabelo. É um sinal de apreço. Meu pai - até hoje - só fala Preta, alguns amigos também só me chamam assim, até a pequena e deliciosa afilhada Helena esboça um "Pêta", "Dinda Pêta". É por isso que abro portas e janelas para ver o sol nascer! Por ter um apelido que me enche de alegria e prazer. Então, eu queria ouvir a música (que me faz um bem tremendo) e descobri essa versão, a qualidade é ruim, quase inexistente, mas tem um prólogo lindo (segue abaixo parte dele). Acompanhe:
Essa parte é tocante:
"Sou Garrincha por convicção, sou Tostão pra não me machucar.
Não há filosofia além disso. Só o novo.
O criado em cada minuto.
E não tem 2 tempos para quem anda.
A dúvida só tem a duração de um lance.
Ser junto, ser mais de dois.
O sonho dourado da família.
Encontro constante e continuado com um fiozinho de nada que é você.
E chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor..."
O documentário mostra a história da formação da banda, e vários trechos muito loucos! :) O diretor Solano Ribeiro sabia que essa turma do "paz e amor" (adoro) eram inadministráveis, por isso seguia diariamente com a câmera em punho pro sítio da trupe e documentava o dia a dia dos Novos Baianos. Infelizmente não achei em boa qualidade, mas fica a dica, são apenas 44 minutos, quem gosta de música - de qualidade e brasileira - vai curtir.
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segunda-feira, dezembro 31, 2012
sexta-feira, dezembro 28, 2012
84 reais
Nunca pensei que veria algo tão bonito e encantador. Férias. Cidade do Rio de Janeiro. Calor. A casa estava lotada. Arquitetura e decoração incríveis. Afinal, era uma construção de 1909 - e eu levei 103 anos para conhecer a beleza desse lugar: Teatro Municipal. Primeiro ato.
Assim que as luzes se apagaram as cortinas abriram e um cenário lindo apareceu. Aos poucos bailarino por bailarino entrando em cena...numa sincronia perfeita, com total entrosamento estético. Mas para que tudo isso ficasse tão bonito foi preciso aliar à beleza do ballet a música clássica. Uma orquestra executava Tchaikovsky. Eu, meus ouvidos e meu coração no paraíso. Sopros, metais, cordas e aquele som enfeitiçador que vinha da harpa. O conjunto da obra só podia ter resultado numa das expressões artísticas mais belas que presenciei. Segundo ato.
É como se congelassem o tempo e eu estivesse tão envolvida naquela apresentação que nada de ruim poderia acontecer ali. E de fato, nada aconteceu. O corpo de baile executou toda a peça com leveza, técnica e perfeição. Não houve erro em nenhum pas de deux (aquela hora que o casal de bailarinos dança junto). E sei disso, porque, como filha de uma bailarina aprendi muito sobre dança e claro dancei ballet durante seis anos. Não que eu seja alguém que hoje saiba executar um simples plie com dignidade, não, não consigo, mas vendo tudo aquilo não tinha como não saber que estava absolutamente tudo em ordem, no seu devido lugar. Ah, não posso esquecer dos músicos, escrevo esse post ouvindo a obra do russo Tchaikovsky e me lembrando da execução musical, coro e regência da orquestra. Esses músicos, um dia, ainda me matam do coração. Claro que a composição era uma velha conhecida, que muitos aqui já ouviram no trecho do clássico Fantasia da Disney, que conheci ainda criança. Vai ver vem de lá meu gosto pela música clássica. Ah, eu falei do autor mas não citei a composição em questão. Vi e ouvi "O quebra nozes". Um épico. Uma história natalina de encanto e alegria. É impossível não ver e sentir a beleza da arte depois de duas horas de puro fascínio e beleza. E tudo isso de forma tão acessível. Foram apenas 84 reais. Os mais bem gastos em quase 30 anos de vida. Um viva aos que trabalham - e muito - para deixar a cultura disponível para pessoas como eu e você.
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sexta-feira, novembro 09, 2012
Tatuagem
Eu não lembrava dessa história. Foi um tipo de amnésia que deletou o episódio da minha vida. Sem motivo aparente. Acho que foi em 2004 ou 2005, talvez 2006. Juro que não lembro. Mas nessa semana um amigo relembrou o fato. E eu voltei ao estado de choque que lá naquela época havia ficado. Hoje, mais velha, deixo a estranheza de lado e acho até bonito: cravar na própria pele a lembrança de quem se gosta. ; )
domingo, setembro 23, 2012
sábado, agosto 11, 2012
segunda-feira, agosto 06, 2012
E que venha o "islã das luzes"
Um dia todos os homens vão amar e respeitar suas mulheres, seja aqui ou naquele oriente machista e opressor que enfia burca nelas. Pelo menos é o que passou na minha cabeça quando vi esse filme.
O longa "La source des femmes", do diretor romeno Radu Mihaileanu (o mesmo do engraçadíssimo "O concerto" ) usa o humor para narrar o drama e a guerra entre os sexos numa aldeia muçulmana no Magreb, norte da África. Inteiramente falado na língua árabe, a coprodução da França, Bélgica e Itália concorreu à Palma de Ouro em Cannes de 2011. E mereceu viu!
Musical e festivo "A fonte das Mulheres" lança um olhar diferente sobre o islã. Mostra que existem sim, pessoas capazes de revolucionar a sociedade careta e estúpida que reina por lá. Na pequena aldeia, que vive do turismo porque a seca, o desemprego e a falta de vontade política deixaram eles parados no tempo, as mulheres são obrigadas a realizarem o trabalho pesado. Como por exemplo, buscar a água no alto de uma colina. Sempre levando baldes nas costas várias delas - inclusive grávidas - caem, se machucam e algumas perdem os filhos.
Cansada disso a forasteira Leila ( Leila Bekhti, de "O profeta"), uma das raras mulheres que sabe ler, lidera uma greve de sexo, procurando forçar os homens locais a se mexerem para resolver os problemas do povoado. A greve vira quase uma guerra.
O marido de Leila, Sami (Saleh Bakri, "A banda"), está entre os homens liberais, é professor, ensina a mulher a ler, respeita os arroubos da amada e tolera o passado da jovem. É um exemplo de árabe, islamita, ou que seja, a ser seguido. Porém dezenas de homens da aldeia recebem a idéia com intolerancia e impaciencia e partem para agressão. Lá pelas tantas, por ser tratar do mundo árabe, a questão religiosa tenta se impor.
O filme trata de assuntos sérios, e são as canções (que no início me deixaram em dúvida se deveriam ser inseridas ou não), que tornaram a história mais leve. Afinal, como tratar de assuntos que afrontam o fundamentalismo religioso, cultural e social?! Para o diretor, não houve problemas, acho que ele colocou o dedo na ferida certa principalmente em uma época onde vimos várias rebeliões e quedas de líderes no mundo árade (Síria, Egito).
Religião, cultura, atraso, machismo, opressão e vitória. Os ingredientes certos para mostrar que "o islã das luzes" está por vir, e nele homens e mulheres serão todos iguais.
sábado, julho 14, 2012
Quando uma guerra nos leva longe
Acho o máximo ver as estrelas, estudar os planetas e tentar desvendar os mistérios do universo. Sou apaixonada por observatórios e planetários. Sempre tive uma queda pela astronomia (vai ver é por isso que vivo no mundo da lua)! Mas eu nunca tinha parado para ler, ver ou ouvir a história da corrida espacial e foi lá, no meio da Livraria Cultura, que apareceu bem na minha frente o blue ray que poderia matar a minha curiosidade cósmica. Comprei o documentário da BBC "Space Age - A história na Nasa" esperando saber a história dessa agência espacial tão famosa e apaixonante, mas fui pega de surpresa com a qualidade do material desenvolvido. Imagens reveladoras, alta definição, depoimentos emocionantes e um fio condutor que mostra derrotas e vitórias da tentativa do homem em desvendar a vastidão do universo.
Assistindo os episódios eu lembrei dos primórdios da exploração espacial motivada pela famosa Guerra Fria que tanto estudei nas aulas de História e Geografia. A briga entre os EUA e a URSS (a antiga União Soviética, lembram?), nos levou longe. Muito longe! Graças a essa briga fomos parar na gravidade zero, num lugar cheio de coisas para descobrir. Uma guerra que levou a humanidade a sair do planeta e ver que ele é ainda mais bonito quando é visto de longe.
"A Terra é azul. Como é maravilhosa. Ela é incrível"! - Yuri Gagarin, primeiro homem a ir para o espaço.
Vendo os astronautas e os cosmonautas (adoro essa definição russa), dá uma vontade de embarcar naqueles foguetes, atravessar a estratosfera e ficar na órbita da terra só olhando aquela bola azul e gigante. Num dos depoimentos um astronauta diz que se o tempo está bom é possível ver litorais inteiros e alguns continentes, e que eles são iguaizinhos aos dos mapas. Me arrepio só de imaginar essa visão lá do alto.
Mas calma, nem tudo é tão poético assim. Os episódios passam por momentos reais de suspense como o que aconteceu com a Apollo 13, problemas em naves e até tragédias como a do ônibus espacial Challenger, com toda a tripulação morta. Sem esquecer dos percalços do Hubble, a máquina fotográfica mais cara do universo. Porém tem cenas e relatos maravilhosos como a chegada do homem a lua. Coisa que eu até desacreditava um pouco, afinal eu não estava viva para ver, e no mais, duas super potências brigavam para ver qual tinha mais poder tecnológico, como a Rússia já tinha dado o pontapé inicial com o primeiro homem no espaço, Yuri Gagarin, sobrou para os americanos a chegada a lua. Era muito mais uma questão de honra, entende?!
"Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade" - Neil Armstrong, 20 de julho de 1969.
O importante é que eles foram! Chegaram, fotografaram, filmaram....fizeram do momento um espetáculo, um sonho que graças a tecnologia - dá-lhe blue ray - ficou ainda mais bonito de se ver. Ahhh mas porque não voltam para a lua??? Em HD seria melhor ainda...ora, porque agora não vale a pena repetir. Para quê gastar milhões de dólares se já fomos na lua e não tem nada lá. Agora, a ambição tem que ser outra. Há um universo incrível nos esperando, planetas, galáxias, estrelas cadentes, corpos cósmicos indecifráveis, bilhões e bilhões de constelações e todos continuarão ali. Para sempre! Bem no céu, sob nossas cabeças, por milhares de anos.
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sexta-feira, maio 11, 2012
domingo, abril 08, 2012
terça-feira, março 27, 2012
É uma delícia
No primeiro dia pensei em desistir. Afinal, manter o equilibro, ser flexível, ter uma postura correta e ainda coordenar a respiração era muita coisa para uma pessoa tão hiperativa e agitada. Sem contar o suor e a extrema concentração. Um somatório de itens que me levariam diretamente para o calabouço do "fui, tentei e larguei". Depois da primeira experiência prática o pior estava por vir: eram elas, as dores. Nossa, foram tantas e em tantos lugares do corpo que pensava em me jogar no chão a qualquer hora do dia. Meus órgãos estavam doloridos. Tudo fora do lugar. E isso não aconteceu apenas depois da primeira aula, foi depois da segunda, da terceira, da quarta , da quinta , etc. Aliás, depois de mais de um mês praticando, às vezes algum músculo grita no dia seguinte. Mas o esforço tem sido recompensado. A cada asana (posição) que eu consigo executar a minha alma vibra de alegria. Não havia nada enferrujado por aqui, só tava tudo parado mesmo. A flexibilidade era uma antiga aliada das aulas de educação física, pernas e braços se tocam com o maior prazer. Ganhei mais vitalidade no dia a dia. Mais tesão. O corpo e a mente andam mais ligados, em sintonia. O Yoga é uma grande experiência. Uma lição preciosa que pode ser feita em qualquer lugar, em qualquer situação. É um ensinamento. Uma perspectiva. Alguns levam como estilo de vida, mas eu ainda continuo achando que ele é um delícia. Daquelas que dão muito prazer e a gente nem pensa em largar.
segunda-feira, março 26, 2012
A milésima é dela
A milésima postagem desse blog só podia ser uma homenagem para ela. Grandiosa, fascinante, cheia de curvas, politizada, complexa e profunda. Não é uma heroína, como aquela que dá nome a esse espaço de idéias e priscillismos. Muito menos uma música que embala gerações e corações. Ela é mais, muito mais. Ela é dona da minha vida, da minha história, dos meus tropeços, risos, choros e sussurros. Ela abriga e abrigou as pessoas mais importantes da minha existência. Ela é a minha casa. O meu pedaço tão sagrado de terra. Ela é um porto, que entre os milhares que existem no mundo só podia ser o mais alegre. Ela é minha. Quem me vê, me ouve, me sente, sabe que pertenço a ela. Cidade do meu coração. Meu chão. Meu cheiro. Ela é uma mãe. Protetora, avassaladora. E apesar deu ter apenas pouco mais de duas décadas eu conheço cada pedacinho dela na palma da minha mão. O riso roubado que vem das crianças da zona norte, o desviar de todo mundo no centro cheio, o cheiro das árvores da Redenção, o domingo de sol no Guaíba, as ruas lindas da minha Três Figueiras, a Goethe onde aprendi a patinar, o Morro Santa Tereza com a vista mais incrível do planeta, o Bom Fim do meu nascimento, da minha escola, da minha família, os domingos com os primos no tão pacato Higienópolis, a Bom Jesus e suas quebradas, os caminhos rurais cheios de frutas no extremo sul, o carnaval colorido do Porto Seco, as andanças de skate pelo Petrópolis, as caminhadas matinais com o amor no Parcão, as vilas - que já são centenas - tão cheias de histórias como de problemas, a Mauá pintada, a Protásio sagrada. Porto Alegre é isso. É muita vida, e muito amada.
Pra quem é de fora, seguem dois vídeos que mostram o que é SER DE PORTO ALEGRE. E não me venham, os nascidos em outras querências, dizer que são Porto-alegrenses de coração, ora, isso não existe! Afinal o coração tem de ser fiel e só bater por uma cidade. É aquela que gente nasce, cresce, até vai embora, mas no fundo, cria raiz. É como time de futebol. A gente nasce com um. E tem de morrer com ele.
É por isso, que EU TE AMO PORTO ALEGRE!
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