Tem o amor.
Tem o horror.
A guerra e paz de nossas células.
Cada segundo parece uma década.
Disciplina.
Onde estás?!
'S Wonderful! 'S Marvelous! You should care for me! 'S awful nice! 'S paradise! 'S what I love to see!
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segunda-feira, outubro 20, 2014
terça-feira, julho 15, 2014
O cuidado
Era na Érico Veríssimo
Sentada do lado direito do carro
Eu via aquela simpática plantinha na janela do 3º andar
Todo dia. Sempre igual.
Ela: verde, pequenina, parecia dançar dentro do vaso
Eu: quieta, com o olhar vidrado, feliz
Ambas: com a certeza que alguém cuidava dela.
Sentada do lado direito do carro
Eu via aquela simpática plantinha na janela do 3º andar
Todo dia. Sempre igual.
Ela: verde, pequenina, parecia dançar dentro do vaso
Eu: quieta, com o olhar vidrado, feliz
Ambas: com a certeza que alguém cuidava dela.
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quinta-feira, maio 22, 2014
Zero Vinte Um
Tem dessas coisas...
Beleza
Tristeza
Sol
Areia
Floresta tropical
Asfalto
Bangu
Baixada
&
Barra
E nós dois na contramão do tempo
Acordando e olhando para o mar
E no meio da caótica cidade
Nossa paz é nosso lar
Copa/remos!
Com amor,
Para os olhos negros mais lindos que já Vi.
terça-feira, maio 20, 2014
Sonho
Não vejo o tempo passar
Prefiro a vida sonhada
Iludida
Do que o fatalismo
De não ter sido utópica
Love me tender, love me sweet
All my dreams fullfield
Prefiro a vida sonhada
Iludida
Do que o fatalismo
De não ter sido utópica
Love me tender, love me sweet
All my dreams fullfield
sexta-feira, maio 16, 2014
Onde estão?
Os destemidos.
Os embriagados.
Os devotos.
E perdidamente apaixonados.
Se foram.
Nos abandonaram.
Felizes os desleais, pois não sentem falta
Do louco amor.
Priscilla Casagrande
Os embriagados.
Os devotos.
E perdidamente apaixonados.
Se foram.
Nos abandonaram.
Felizes os desleais, pois não sentem falta
Do louco amor.
Priscilla Casagrande
quarta-feira, novembro 06, 2013
Quando alguém te radiografa a alma
Apesar do jeito duro. Turrona. Alguém disse com propriedade isso: Tu é de uma lealdade constrangedora. Sendo capaz de gestos de carinho e consideração e distinção ao próximo (os próximos que elege mediante rigorosa seleção ética, não moral, mas ética) que derreteriam até o coração de Nero, Átila e (talvez) do Hitler.
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segunda-feira, setembro 16, 2013
Era paz
É noite. Caminho nas ruas de Porto Alegre. Quando levanto a cabeça e olho o céu cinza com os galhos retorcidos das árvores, sorrio. A imagem emblemática foi uma espécie de pintura ao vivo. Era paz. Devia ter fotografado.
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segunda-feira, setembro 02, 2013
Ainda me cura
Eu sonho com ele. Rimos. Ponho a cabeça em outras histórias. Sinto falta de papéis. Pequenos pedaços me dariam gozo. Monto casas. Com gosto.
Tenho dois fios visíveis de cabelos brancos. E torná-los públicos é como ficar nua. Nem toda nudez será castigada. Gostei dos pelos - tão polemizados - na última playboy. Acho que a mulher não é um objeto industrializado, maquinado ou usurpado que precisa se moldar a padrões de moda, estética ou desejos sexuais (será?). Todas as 15 janelas, ou melhor, sacadas do prédio da frente estão no escuro. Sou notívaga. Deito tarde. Não temo o futuro. Ando assim, sonhando sem pretensões. Com a pele bronzeada e o coração louco por um novo mundo doudo de aventuras. Teu riso. Assim, surreal. Ainda me cura.
sábado, julho 13, 2013
No dia do rock...
A minha homenagem para o gênero musical que salvou minha vida da mesmice de tudo. Obrigada papai pelo Elvis e Beatles, obrigada mamãe pelo Kiss, obrigada RS pelas bandas gaúchas, obrigada dindo pelo rock argentino, obrigada djs pelos pedidos atendidos, obrigada aos irmãos americanos que inventaram a guitarra, obrigada Vini pelo resto todo. ;)
sexta-feira, julho 05, 2013
10.950 dias com ela
Não, não vou reclamar. Isso era uma certeza. Pelo menos no curso natural do sistema biológico, caso ele não fosse interrompido. Tinha que chegar. E chegou. Mas antes de falar "dela" - a minha nova idade - é preciso falar de algo mais importante: "ela".
Ela me deu tombos. E muitos. E considero que eles vieram antes da hora. Mas a doença, a tristeza, o desamor não marcam data para chegar. E a cada queda eu percebi que ficava mais forte. "Aquilo que não me mata, me fortalece", já dizia o velho Nietzche. Aprendi a ter força na marra. Aprendi a lutar pelo que queria. Mas a luta não é só nas dificuldades mas sim quando encaramos desafios, novidades, até um relacionamento novo. Lembro que o meu primeiro emprego foi apenas para levantar grana para pagar a carteira de habilitação, aos 18 anos. Coisa que até hoje, não consigo assimilar como um grande feito na vida de uma pessoa. Não me sinto melhor nem pior que os outros por não ter determinada coordenação ou aptidão para algo na vida. Me falta disciplina. E sim, tem vezes que me envergonho de ter desistido dessa luta (aliás, foi a única em que fui entreguista). É importante nessa altura do campeonato reconhecer os próprios erros. Autocrítica na medida só nos faz crescer. Coragem menina, um dia você chega lá.
Mas se não são os carros ou o esporte que me fascinam neste tempo todo, o que me encanta? Ou melhor o que "ela" me trouxe de bom?! Amigos, família, dinheiro, trabalho?! Não. Detalhes. "Ela" me trouxe os mais belos detalhes que uma garota poderia ter.
Música com ruído da agulha. Desde cedo minha casa era embalada por LP's no toca discos. A família reunida para o almoço. A espera angustiante pelo papai. O beijinho de boa noite e a mão de seda da mamãe. A hora do conto, as brincadeiras de lógica e memória, o riso de criança debaixo dos lençóis dos pais. A birra para não comer cebola. A falta de apetite. O quadro negro no quarto. A mão cheia de giz. O duro e traumático refluxo urinário que me deixou com apenas 1/2 do rim esquerdo. Pelo menos esse danado ainda funciona. Ufá.
Tudo se encaixava de forma perfeita no transcorrer das horas. A menina cresce. As Spice Girls. Os Beatles. O nome por causa do Elvis. E reparem: gostava de estudar. Ahhh quantas provas gabaritadas em história e literatura. O sonho de ser arqueóloga, pediatra ou historiadora. Tudo que a gente quer ser quando crescer é crescer. E de repente, lá estava eu, crescida. Entre a faculdade de fisioterapia ou de jornalismo. Mais uma vez os detalhes: A guria de voz grave, risonha e despojada que era líder de turma e andava de tênis adidas ouvindo Beastie Boys no walkmann organizava festas no colégio e até escreveu fanzines e jornais do centro acadêmico. Talvez os últimos anos na escola tenham definido meu destino profissional. E a decisão foi ali, num 30 de julho qualquer enquanto chorava no colo da mãe.
Desde então pensei que ser jornalista era ter o poder e a capacidade de mudar o mundo. Era um jeito de estar perto da História. E contar ela todos os dias. A visão romancista ainda mora no meu íntimo. Mas na prática, descobri que ser repórter é ser (mais uma vez) forte. Eu precisava ter a habilidade e o jogo de cintura para aguentar os prós e contras da profissão. Foi na rua. Nas chuvas, nos tiroteios, alagamentos, incêndios, descobertas cientificas, tragédias, carnavais. No dia a dia da reportagem que me tornei a profissional que sou. E o que sou?! Sou ética, justa e verdadeira.
Se me perguntarem: "o que a tua profissão te trouxe"? - Eu direi que a Verdade. E a descoberta de que "cada minuto pode ser o último".
E foi e é por causa disso que valorizo mais e mais o Cosmos e o AMOR. O sentimento que não existe se não for real.. Não se encontra nas prateleiras e nem a ciência explica. Apenas sentimos. Simples assim. Eu acredito que o amor é detalhe. Jazz, arte, boa comida, admiração, livros, auroras boreais, banho de mar, astronomia, festas, cumplicidade, museus, cheiro de mato, gols, dança, velas, poesia, roupa limpa, cartas, aroma de infância, devoção, lugares novos, respeito e gente que me fascina. Isso é o amor. E se eu contar quem me fascina, fica fácil: amor é meu pai, minha mãe, meu Preto, minha família, meus afilhados e alguns bons e poucos amigos e amigas que conquistei pelo caminho.
Isso é amor. E sei bem porque cheguei ao 30 anos com tudo que tive direito: amando e sendo amada! Então, seus moleques, sejam bem vindos, porque bem vividos vocês já foram. Conclui: a idade - realmente - só melhora a gente.
Afinal, graças a cada célula morta é que tenho "ela": minha apaixonante vida! E desde 5 de julho de 1983 dividimos 10 mil 950 dias de grandes histórias, algumas dores e muito, muito AMOR!
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segunda-feira, junho 24, 2013
O que eu quero?
Dividir
O riso.
A cama.
A janta.
Uns pedaços de papel
Bem escritos.
Uma música inteira.
Cantada ao pé do ouvido.
Um cordão perto do coração.
Pra te manter comigo.
Para manter todos que se foram.
Bem perto do peito.
Um piano na parede.
Não preciso de cauda para som e fúria.
Um tique taque.
Pra contar cada hora que passa afastada.
Novas lentes
Para ver o mundo colorido.
Casa nova. Bairro novo.
Fotos para refrescar a memória quando ela falhar.
Um fígado resistente.
Joelhos fortes.
Pintura.
Poemas.
A livre expressão artística.
Um portrait.
É a velha tradição greco romana remanescente em meu sangue.
Banho de chuva.
De mar.
De mangueira.
Dançar de vestido solto e pés descalços.
Cartões.
Cheiro de roupa limpa no varal.
Uma nova aventura para se inspirar.
Cuba.
Um pedido.
Uma resposta.
A solução.
Ou simplesmente:
Deitar na cama e ser surpreendida.
É assim, foi assim...é o tal
poder do dia a dia.
O riso.
A cama.
A janta.
Uns pedaços de papel
Bem escritos.
Uma música inteira.
Cantada ao pé do ouvido.
Um cordão perto do coração.
Pra te manter comigo.
Para manter todos que se foram.
Bem perto do peito.
Um piano na parede.
Não preciso de cauda para som e fúria.
Um tique taque.
Pra contar cada hora que passa afastada.
Novas lentes
Para ver o mundo colorido.
Casa nova. Bairro novo.
Fotos para refrescar a memória quando ela falhar.
Um fígado resistente.
Joelhos fortes.
Pintura.
Poemas.
A livre expressão artística.
Um portrait.
É a velha tradição greco romana remanescente em meu sangue.
Banho de chuva.
De mar.
De mangueira.
Dançar de vestido solto e pés descalços.
Cartões.
Cheiro de roupa limpa no varal.
Uma nova aventura para se inspirar.
Cuba.
Um pedido.
Uma resposta.
A solução.
Ou simplesmente:
Deitar na cama e ser surpreendida.
É assim, foi assim...é o tal
poder do dia a dia.
É isso que eu quero.
segunda-feira, junho 17, 2013
12º andar
Nem penso no que eles pensam. Agora entendo porque o garoto não suportava as máquinas ferozes. Elas vivem podando sua criatividade e impondo sentenças medíocres para fins lucrativos. Sim, eu já sabia disso. Mas a gente sempre tenta mascarar a realidade. É como o botão que falta na camisa. O botão falta e você sabe que a camisa vai continuar servindo mesmo assim.
Ele disse vem. Não fui. E os azulejos permaneciam craquelados. Uma menina sorri no 12º andar. Ela olha para fantasmas. Mas não os teme. Ainda assim, sorri. O relógio da vida vai tiquetaqueando em minha cabeça. Cada minuto pode ser o último! A umidade relativa do ar afeta proporcionalmente os rins. Faz frio. Nem dá pra bater o queixo. No meio da multidão vi seu riso. Vem. Eu fui. Chega o momento em que as fichas caem e percebemos que mesmo sendo poeira cósmica, um instantinho fugaz, seremos sempre estrelas. Nunca aceite nada menos do que o brilho delas. E não são só números, verbas, gastos. E sim sentimentos. Emoções. Honra. Dignidade e Respeito.
E agora penso lógica e racionalmente como nunca havia feito antes.
Basta de empresas sanguessugas, de políticos corruptos, de mulheres malvadas, de um governo que não investe no que importa, de homens cretinos, de gente que rouba, de impunidade. Basta!
É hora de arrancar a camisa, esteja ela com ou sem botão.
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quinta-feira, maio 30, 2013
Fidel
Enquanto meu sangue ferver a reação química explica tudo. Não suporto migalhas. Sempre quero mais do que vem nos poemas, nas barras de chocolate, nos livros que alguns julgam tão complicados. Ele anda sempre com a mesma vitrola velha. Com os discos chatos e nada inovadores. Parei na frente da escultura televisionada. Vi e o pior - ouvi - ignorâncias ainda maiores frente a beleza da arte. Ah, o que nos salva vai muito além da sobrevivência fisiológica. Cortaria uma orelha. Alheia. Para não ouvir tanta besteira. Fizeste bem meu velho Vincent. Arrancaria com uma fome/fúria à lá Lecter alguns olhos e daria para os gatos comerem. Não me resigno. Canso do movimento diário. Do passado tão cheio. Do presente vazio. Mas me encanta o silêncio. A quietude de uma pessoa. A sala cheia de amor, mas sempre tão tranquila. Subo e desço escadas. O exercício já dura 3 décadas. Não canso. Aliás penso em mais degraus... Ainda tem essa merda toda rolando e o mapa mais lindo da América segue perdido. Caixas roxas. Falta paciência. Penso em Fidel. Dias de sol. O velho desejo desenhando-se na minha frente como uma noite quente no Caribe. Mulata.
quinta-feira, maio 16, 2013
Burning fever of my blood
"Often do I strive to allay the burning fever of my blood, and you have never witnessed anything so unsteady, so uncertain, as my heart. But need I confess this to you, my dear friend, who have so often endured the anguish os witnessing my sudden transitions from sorrow to immoderate joy, and from sweet melancholy to violent passions? I treat my poor heart like a sick child, and gratify its every fancy. Do not mention this again: there are people who would censure me for it".
Mr Goethe in Werther.
terça-feira, maio 07, 2013
segunda-feira, maio 06, 2013
Pra se ter um bom dia...
Se viesse acompanhado de um única flor já bastaria.
Pão. Iogurte. Manteiga. Salame e queijo. Simples assim um café da manhã na cama alegra qualquer pessoa. É o que chamo de mimo impagável. Isso porque o café na cama só tem graça quando é elaborado (veja bem não usei a palavra feito, pq fazer já é pedir demais pra muita gente), mas quando ele é elaborado e entregue por alguém que gostamos.
Eu não acharia a mínima graça em receber um café na cama de um garçom ou da empregada. Não. Café na cama bom, tem sentimento. Tem amor. Coisa de família ou de paixão. Sabor que vem do coração.
domingo, maio 05, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
O magnético
Percebi a importância dele ainda na adolescência. Fui questionar a família e descobri que foi por causa dele que vocês me chamam assim: Priscilla. Meus pais eram fãs de rock, para minha surpresa - descobri agora - na idade adulta. Ela, a bailarina. Ele, o hidrólogo. Dois mundos diferentes, mas que com a convivência foram percebendo as semelhanças. E a música era uma delas. Foram a shows. E também tiveram uma juventude ao som do melhor que o mundo da música poderia oferecer: Beatles, Rolling Stones e ele - o Rei do Rock - Elvis Presley.
De couro é para matar a Wonder moça aqui...
Ainda menina eu ouvi muito "Kiss me quick" (a música favorita do meu pai) e Suspicious Minds (a 'fave' da mamãe). Com o advento do dvd ganhei uma coleção com shows e vídeos do Elvis e desde então ele entrou na minha vida com intensidade. Mas agora, em 2013, eis que pela primeira vez assisti um "The Elvis Tribute" - com o cover mais foda do cara. Foi uma experiência maravilhosa. Um espetáculo de dança, voz, música e homenagem. Foram quase 2 horas com as músicas que fizeram dele, mesmo trinta anos depois, o artista solo com o maior número de hits nas paradas mundiais, e mais, ele é o maior recordista em vendas de discos até hoje (ui). E foi ali, na confortável cadeira do teatro que percebi: nossa o cara é O CARA! Fico imaginando as pessoas que viram o verdadeiro. E ao ficar na internet assistindo os velhos registros dele (viva a televisão e o cinema que eternizam TUDO) cheguei a uma conclusão. Elvis não tinha só carisma, potência vocal e um rebolado de cair o queixo. Não, ele era mais que aquele rapaz com o rosto de traços perfeitos e roupa de couro. Ele prendia, hipnotizava. Ele era - definitivamente- magnético.
Aqui um show completo, já nos anos 70, mais tiozão!
E que toda Priscilla tenha um rei.
A do Presley, foi rápida, teve o do rock. ;)
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domingo, abril 28, 2013
terça-feira, abril 02, 2013
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