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quinta-feira, setembro 19, 2013

O evangelho segundo Jesus Cristo



"Deserto é tudo quanto esteja ausente dos homens, ainda que não devamos esquecer que não é raro encontrar desertos e securas mortais em meio a multidões".

"Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti, disse-lhe , e ele respondeu, Quero estar onde a minha sombra estiver, se lá estiverem teus olhos".

Saramago, o foda.

E atenção >>> a primeira página do livro diz tudo: A Pilar.

Viva o amor!

Sem mais.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Apenas começando

Foram mais de duas horas no trânsito. Bastou descer do carro para cair um temporal. Dizem que a chuva trás boa sorte. No meu caso, altera apenas a estrutura capilar. Estacionamento e ingressos pagos. E dali em diante foram 3 horas de encantamento, caminhadas, estandes e literatura. Fui com a intenção de olhar, matar tempo, passear, conhecer, tentando não liquidar o restante de verba das férias. Mas ali dentro do Riocentro entre milhares de livros é impossível (pra não dizer irresistível) não comprar. Além de ser mais fácil encontrar o que se procura, a Bienal do Livro do Rio - diferente da Feira do Livro de Porto Alegre - é um lugar onde as editoras têm espaço. E assim, localizar obras que vão além da auto ajuda e dos mais vendidos fica fácil. Sem falar nos preços que realmente valem a pena. O desconto não é de 5 porcento e os saldões incluem até livros de artes plásticas. Ah mas nem tudo é perfeito, metade dos expositores eram voltados para a literatura infantil e infanto juvenil. Mas pensando bem, que bom né?! É importante que os "pitocos" de hoje se apaixonem e muito pelas palavras, afinal serão eles os leitores de amanhã.
A experiência foi maravilhosa e as sacolas saíram recheadas. É, parece que a chuva me trouxe boa sorte. E já começo a suspeitar que o meu caso de amor com o Rio de Janeiro está apenas começando... 

quinta-feira, maio 16, 2013

Burning fever of my blood

"Often do I strive to allay the burning fever of my blood, and you have never witnessed anything so unsteady, so uncertain, as my heart. But need I confess this to you, my dear friend, who have so often endured the anguish os witnessing my sudden transitions from sorrow to immoderate joy, and from sweet melancholy to violent passions? I treat my poor heart like a sick child, and gratify its every fancy. Do not mention this again: there are people who would censure me for it".

Mr Goethe in Werther.

quinta-feira, maio 02, 2013

Em nosso sangue há algo do mar...

"As vozes estridentes de um milhão de gerações silenciadas no tumulto, no vazio ressonante do oceano, interminável no tempo. Sim, o mar, sempre ali esperando, embora nunca pensemos nele em nossas cidades, mesmo que ele possa estar marulhando junto a elas, mas em nosso sangue há algo do mar que ainda nos evoca numa felicidade escondida quando o vemos e o ouvimos, na memória de ainda estarmos imersos nele, como num ventre que nunca mais poderemos retomar. Flutuando. Bem longe, as aves marinhas grasnavam e chamavam e gritavam, em grandes alturas. O marulhar da água arrastava todas as coisas para o sonho. Julian se recostou, de olhos fechados, na cadeira de lona. Ele era como um falcão, um pássaro marinho, uma ave de rapina, uma águia-pescadora que faz ninho no mar. Ele deve ter tido ancestrais que se lançaram ao mar, em navios de guerra portugueses. A cicatriz era um minúsculo ouriço-do-mar". 

Lawrence Ferlinghetti, em Amor nos tempos de fúria.

segunda-feira, março 18, 2013

The danger of a single story

Vale a pena ver e ouvir o que a escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie diz sobre "uma única versão da história" ou "o perigo da história única". Fica a dica!



"The single story creates stereotypes, and the problem with stereotypes is not that they are untrue, but that they are incomplete. They make one story become the only story.”
Chimamanda Ngozi Adichie

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Não vou dizer nada, quase nada



Não posso dizer sobre o que esse livro se trata. Só conto que gostei. Claro que o final - na minha opinião - poderia ser outro. Mas o elemento surpresa, a narrativa preciosista, o mundo imperfeito e totalmente real traçado nas linhas de Chris Cleave fizeram eu ler "Pequena Abelha" com muita vontade. Infelizmente o livro vai ser adaptado para o cinema - digo infelizmente porque as adaptações sempre perdem a essência e o mundo fantasioso que criamos lendo. Nicole Kidman vai ser uma das protagonistas, obviamente Sarah, a jornalista inglesa e editora de uma revista de efemeridades. Do outro lado, quem será Abelhinha?! A nigeriana, refugiada, cheia conteúdo e personalidade?! 
Esse livro passa rápido, mas permanece na mente do leitor durante muito tempo. Por isso, uma resenha para o livro é dispensável, afinal tudo sobre ele já está escrito na capa e contracapa "ambicioso e arrojado", "brilhante", "belamente escrito". Tudo dito, pelos maiores jornais do mundo. E acredite, eles estão certos disso. 

quinta-feira, junho 09, 2011

Fernando Pessoa

"Gosto muito - mesmo muito - da Ophelinha. Aprecio muito - muitíssimo - a sua indole e caracter. Se casar, não casarei senão consigo. Resta saber se o casamento, o lar (ou o que quer que lhe queiram chamar ) são coisas que se coadunem com a minha vida de pensamento. Duvido. Por agora, e em breve, quero organizar essa vida de pensamento e de trabalho meu. Se a não conseguir organizar, claro está que nunca sequer pensarei em pensar em casar. Se a organizar em termos de ver que o casamento seria um estorvo, claro que não casarei. Mas é provável que assim não seja. O futuro - e é um futuro próximo - o dirá. Adeus, Ophelinha. Durma e coma, e não perca grammas.
Seu muito dedicado, Fernando"

segunda-feira, novembro 22, 2010

Um documentário de amor, a definitiva União Ibérica


José e Pilar. Dois nomes. A história de duas vidas que se unem, que se fundem. O filme para mim foi um documentário sobre o amor, que mostra um Saramago diferente daquele que me acostumei nos livros. O pessimismo com a humanidade, a falta de fé, a descrença religiosa, o comunismo, tudo aparece em cada frase do escritor português. Mas apesar do realismo escancarado de Saramago, ele deixa transparecer um homem disposto a viver com intensidade, paixão. Mesmo com a velhice e a saúde debilitada ele nunca desistiu, e, parte dessa força tinha nome e sobrenome: Pilar del Río. A jornalista intensa, braba, irritadiça era o contraponto do escritor de aparência tranquila e livros tão sempre ousados. Quando foi lançado "A viagem do elefante" li uns pedaços e decidi dar o livro de presente, nunca soube se a leitura foi boa ou não. Mas depois de ver o processo de criação, as dificuldades, a paixão pelo trabalho, a revolta e o amor pela pátria Portuguesa, depois de ver como a vida é cada vez mais preciosa, coloco o mestre no pedestal dos imortais. E como ele mesmo dizia, repito: "Medo? Não. A morte para mim é a diferença entre estar e já não estar".

terça-feira, setembro 28, 2010

É possível fazer mel sem partilhar o destino das abelhas?

"Acho que só há uma coisa para fazer: encontrar a tarefa para a qual nascemos e realizá-la o melhor possível, com todas as nossas forças, sem complicar as coisas e sem acreditar que há um lado divino na nossa natureza animal. Só assim é que teremos a sensação de estar fazendo algo construtivo no momento em que a morte nos pegar. A liberdade, a decisão, a vontade, tudo isso são quimeras".

pg 256, L'élengance du hérrison.

sábado, setembro 04, 2010

A elegância do ouriço


Dia desses terminei de ler o que se tornou um dos meus livros favoritos. Ganhei-o de aniversário de um grande amiga e mente brilhante, Taline Oppitz. O começo do livro já é sensacional, nas primeiras duas páginas você já tem vontade de devorar a leitura. A narrativa está focada em duas mulheres, que seguem relatando suas vidas ligadas apenas pelo local onde moram - um prédio requintado em Paris - e por similaridades subjetivas na maneira de ver o mundo. Não poderiam ser mais antagônicas e ainda assim complementares. As duas irão finalmente se encontrar de verdade apenas graças a um novo morador, que irá enxergá-las como verdadeiramente são. Há todo um universo de personagens secundários igualmente bem construídos e amarrados em torno dos acontecimentos aparentemente banais do prédio da Rue de Grenelle, número 7. O livro passeia pela filosofia, pelo amor às artes e à literatura sem se tornar chato ou didático demais. É uma beleza para a mente e um alimento para a alma. Levou-me às lágrimas. Me fez refletir. Fazia tempo que não me identificava com um livro de forma tão arrebatadora. Pena que acabou... fica a dica: "A elegância do ouriço" de Muriel Barbery.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Tá chegando...



QUINTA-FEIRA NA LIVRARIA NOBEL DO TOTAL >>>> LANÇAMENTO DO LIVRO

Pra entender o livro, sem cabecismo, é claro:

"A vida de Otto, pintor sem perspectivas, tem as mesmas cores do céu azul acinzentado dos dias de inverno. Quando a reserva de dinheiro acaba, ele pede um emprego para o amigo de infância, que trabalha para o governo. É essa reviravolta, atuando como instrutor de pintura no Centro Popular de Cultura, que fará com que ele conheça e se envolva com Sophia, uma de suas alunas, casada com um homem perigoso. Confuso, ele é arrastado para essa relação conturbada, sem saber se conseguirá (ou mesmo se quer) salvar Sophia. No mesmo prédio em que mora, outra tentação ronda seu apartamento: a vizinha adolescente Berta, que entre bolos de chocolate e café, também atua como confidente de Otto.

O livro exigiu a dedicação de muitos anos do autor. Em 2003, na sua primeira versão, recebeu uma menção honrosa no I Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana. Sob o Céu de Agosto é ambientado numa espécie de cidade fictícia, onde os personagens vivem sob o olhar sempre atento de um tipo de ditadura de esquerda. O texto de Gustavo Machado é preciso e narra, com muita propriedade, este enredo policial. A presença de sexo, sangue e mistério, porém, torna-se secundária na trama que levanta, de forma indireta e despretensiosa, algumas das mais recorrentes questões do humanismo".

“Gustavo narra bem. Sabe envolver, manter o suspense e leva o leitor pela mão. Tem sexo, sangue e mistério na sua história. São bons ingredientes para uma ficção. Seu personagem é um pintor. Gustavo pinta boas cenas. Tem bom ouvido para diálogos. Dá para sentir uma pessoa real falando. É seu primeiro livro. Ele tem tudo para se impor na cena dos chamados novos escritores gaúchos.” Juremir Machado da Silva

Não é qualquer um que ganha uma orelha do Juremir né?! Parabéns Gus!

domingo, agosto 22, 2010

Orgulho

É muito bom ver os amigos brilhando e tendo sucesso naquilo que amam e fazem. Esse é o caso do Gustavo Machado. Na próxima quinta, dia 26, ele lança o primeiro livro. "Sob o céu de Agosto" é um daqueles livros que você começa a ler e não quer parar. Tem narrativa, personagens, uma coisa que me lembra Rubem Fonseca, claro, tudo nas suas devidas proporções. Mas ai vocês se perguntam: como é que ela sabe tanto do texto se o livro nem foi lançado?! Ahhh, elementar meus caros, eu li essa deliciosa obra ainda nos originais. Eles pararam na minha antiga mesa de trabalho dentro de um envelope de papel pardo. "Lê e depois me diz se tu gosta". Foi assim, há uns 4 ou 5 anos que eu li e adorei Sob o céu de Agosto.
Por isso vai um pedaço desse céu pra vocês...

"Havia um cinza azulado envolvendo a cidade. Cinza azulado? É o melhor jeito de simplificar. Cinza azulado com umas manchas brancas que fatiavam em camadas espessas os muitos blocos de nuvens que se acavalavam como um caleidoscópio. Antes, tentara pintar essa cor várias vezes, mas não acertava a mão. Pensara em puxar para o chumbo, com umas notas discretas de violeta. Mas sempre ficava artificial, escuro demais, claro demais, violeta demais. Nunca deu certo, apesar de ser quase uma obsessão. Desde muito, batizei essa cor, para a eventualidade de conseguir registrá-la: Céu de Agosto, o nome da cor. Talvez porque agosto seja o mês mais emblemático do inverno. Esse Céu de Agosto é a tônica cromática do inverno, na minha opinião, e isso agora não vinha ao caso".

terça-feira, agosto 03, 2010

Individualismo e rebeldia: Kierkegaard

Ao longo do século 20, poucas correntes filosóficas fizeram tanto sucesso quanto o existencialismo – escola de pensamento que sublinha, entre outras coisas, a reflexão sobre o absurdo da vida humana, deixando de lado a busca pela verdade suprema ou o bem absoluto. Após duas guerras mundiais, genocídios, fracassos ideológicos e algumas bombas atômicas, esse elegante evangelho do desespero caiu no gosto de pensadores profissionais e leigos. No século passado, a figura mais célebre do cânone existencial foi sem dúvida o mandarim materialista Jean-Paul Sartre: graças a ele, o existencialismo acabou associado a um ateísmo militante que, em momentos extremos, beira a intolerância contra qualquer forma de religiosidade (os atuais chiliques contra o véu islâmico na França são exemplos disso). Vale lembrar, no entanto, que o pai do pensamento existencialista moderno não foi um ateu, nem mesmo um agnóstico, mas um homem fervorosamente religioso que via no cristianismo sincero uma afirmação de individualismo e rebeldia: o dinamarquês Soren Kierkegaard (1813-1855).
Inimigo declarado de todos os sistemas (embora cristão, ele era um crítico feroz das religiões organizadas), Kierkegaard escreveu uma obra cheia de exaltação, espiritualidade e agonia. Seus livros são, ao mesmo tempo, um dilacerante testemunho de fé e uma virulenta zombaria contra a sociedade europeia do século 19. Para ele, a triunfante feiura da Revolução Industrial e a empolada moralidade da burguesia estavam criando uma civilização de pseudoindivíduos acostumados a viver sem paixão e conformados com o próprio tédio. Em um de seus textos, ele escreve com delicioso azedume: “A maior parte da humanidade hoje é composta por chatos. E ninguém será tão chato a ponto de negar essa verdade”. Foi por causa de sua arrasadora honestidade intelectual que esse cristão renitente chegou a influenciar, 100 anos após sua morte, toda uma geração de descrentes. Com efeito, o pensamento de Kierkegaard tem ressonâncias que vão muito além da fé (ou da falta dela). Isso porque o tema mais prolífico e eloquente na obra do cristianíssimo rebelde dinamarquês é um daqueles assuntos que jamais envelhecem, e que podemos realmente chamar de universais: a angústia da condição humana.
Eu realmente me apaixonei por esse existencialista. Agora, resta procurar sua biografia e pensar cada vez mais a respeito do todo. Do mundo. Todo.

sábado, julho 17, 2010

11

Homens embuçados atrás das barbas, mulheres camufladas de cosméticos e perucas, crianças que pareciam anões, ou vice-versa. Os automóveis faziam um barulho irritante e soltavam uma fumaça preta, pareciam dispostos a me atropelar. Até o céu, exibia um azul falso, de Fra Angelico mal restaurado...

quarta-feira, maio 26, 2010

Um livro para cada ocasião

"Por que em certos momentos de nossa vida escolhemos a companhia de um livro mais que a de outro? Durante o tempo que passou no cárcere, Oscar Wilde pediu para ler A ilha do tesouro, de Stevenson, e um guia de conversação francês-italiano. Alexandre, o Grande, levou com ele em suas batalhas um exemplar de A Ilíada, de Homero. O assassino de John Lennon decidiu munir-se de O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, para o momento do crime. Na prisão, será que Bernard Madoff vai querer ler, em A pequena Dorrit, de Dickens, como o escroque Sr. Merdle, não suportando a vergonha de ser desmascarado, corta a própria garganta com uma navalha que pegou emprestada? E o papa Bento XVI vai se enclausurar com um exemplar de Bubu de Montparnasse, de Charles-Louis Philippe, para analisar o fenômeno da falta de preservativos que provocou uma epidemia de sífilis em Paris no século XIX? G. K. Chesterton, um poeta com senso prático, imaginava que se estivesse encalhado numa ilha deserta, adoraria ter com ele um manual básico sobre construção naval; nas mesmas circunstâncias, o francês Jules Renard, menos pragmático, preferia Cândido, de Voltaire, e Os bandoleiros, de Schiller.
E quanto a mim, que livros eu escolheria para me fazer companhia ? Sem dúvida, acredito na utilidade inegável de uma biblioteca virtual, mas não utilizo os e-books, essas encarnações modernas das placas assírias, nem os iPods, e tampouco os nostálgicos game-boys. Sou habituado à substância palpável do papel e da tinta. Fiz então, de cabeça, uma lista dos livros que estão empilhados em minha casa, perto de minha cama. Descartei os romances recentes (demasiadamente arriscados, pois ainda não deram provas de que são bons), as biografias (que apresentam gente demais nas circunstâncias em que me encontro) os ensaios científicos e os policiais (muito cerebrais; por mais que recentemente eu tenha apreciado o renascimento darwinista e a releitura de grandes clássicos do crime, uma descrição detalhada dos genes do egoísmo e do cérebro do assassino não me pareceu o remédio adequado). Mas não: eu queria uma espécie de alimento reconfortante, algo de que já tivesse gostado e pudesse reler tranquilamente e com prazer, mas que, ao mesmo tempo, me fizesse vibrar e trabalhar a mente"...
Ao ler esse trecho da coluna de Alberto Manguel, no incrível site do Le Monde Diplomatique - Brasil, fiquei pensando exatamente - quase que Ipis litteris - o mesmo. Ele escreveu a história em decorrência de um período no Hospital. E eu, cá no meu isolamento por razões profissionais, penso que existem livros que nos fazem uma companhia real e impressionantemente capaz de mudar o que estamos vivendo. Trouxe alguns livros pra São Paulo. Willian Faulkner, George Orwell, e comprei um Camões. Mas sinto que falta O livro, aquele que me fizesse esquecer tudo e viajar na história! Pensei em Dom Quixote, As 1001 noites, Clarice...Enfim, mas o que ainda me corrói por uma leitura urgente é a obra os "Sete Pilares da Sabedoria", de Thomas Edward Lawrence, a.k.a Lawrence da Arábia! Mas enquanto não defino o livro da ocasião, o que vcs ilustres leitores desse blog me sugerem???

terça-feira, novembro 10, 2009

É bem nessas...

"...O que fazemos em nosso curto tempo livre, isso é o que importa, e no meu tempo livre eu escrevo, vejo uns filmes, leio, bebo e durmo".
(Daniel Galera, em Manual para atropelar cachorros)

sexta-feira, abril 24, 2009

Primeira carta

"Se tens algum interesse por mim, escreve-me muitas vezes. Bem mereço que te dês ao cuidado de me informar sobre o estado do teu coração e da tua vida. Peço-te, sobretudo, que me venhas ver! Não posso largar este papel! Ele cairá nas tuas mãos: bem quisera ter eu a mesma sorte! Ai de mim! Louca que sou! Bem me dou conta de que isso não é possível!"

Trecho de uma das declarações da apaixonada Mariana Alcoforado, em Cartas Portuguesas. A maluca viveu uma paixão proibida e na solidão do convento escreveu as frases mais valiosas e violentas sobre um amor arrebatador.

segunda-feira, julho 21, 2008

Livros e mais livros

O bom de comemorar aniversário além de reunir os amigos é ganhar os presentes... sim porque eu não sou tão hipócrita ao ponto de dizer que "detesto" presentes. Cá entre nós, todos amam ganhar um agradinho, nem que seja uma bala jujuba na fila do super!
Mas enfim, a cada ano que passa o número de brincos e pulseiras aumenta, mas o que sempre cresce numa reprodução digna de coelhos é a minha biblioteca! Foram oito novos livros. E a traça não resistiu e já começou a devorar algumas folhas dos exemplares de Fabrício Carpinejar em seu lindo O amor esquece de começar. E no trajeto trabalho-casa, casa-trabalho leio com extremo prazer a obra de Eugênio Bucci: Em Brasília 19 horas. Além desses eu ganhei Ave, Pássaro; Adeus China; Sex and The City; O Colar de Veludo; Maiakovski (que eu amooo) e o incrivelmente minha cara: Elas gostam de apanhar, do poderoso Nelson Rodrigues (essa Cibeleeee...tsc tsc tsc).