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sexta-feira, setembro 13, 2013

Apenas começando

Foram mais de duas horas no trânsito. Bastou descer do carro para cair um temporal. Dizem que a chuva trás boa sorte. No meu caso, altera apenas a estrutura capilar. Estacionamento e ingressos pagos. E dali em diante foram 3 horas de encantamento, caminhadas, estandes e literatura. Fui com a intenção de olhar, matar tempo, passear, conhecer, tentando não liquidar o restante de verba das férias. Mas ali dentro do Riocentro entre milhares de livros é impossível (pra não dizer irresistível) não comprar. Além de ser mais fácil encontrar o que se procura, a Bienal do Livro do Rio - diferente da Feira do Livro de Porto Alegre - é um lugar onde as editoras têm espaço. E assim, localizar obras que vão além da auto ajuda e dos mais vendidos fica fácil. Sem falar nos preços que realmente valem a pena. O desconto não é de 5 porcento e os saldões incluem até livros de artes plásticas. Ah mas nem tudo é perfeito, metade dos expositores eram voltados para a literatura infantil e infanto juvenil. Mas pensando bem, que bom né?! É importante que os "pitocos" de hoje se apaixonem e muito pelas palavras, afinal serão eles os leitores de amanhã.
A experiência foi maravilhosa e as sacolas saíram recheadas. É, parece que a chuva me trouxe boa sorte. E já começo a suspeitar que o meu caso de amor com o Rio de Janeiro está apenas começando... 

segunda-feira, março 18, 2013

The danger of a single story

Vale a pena ver e ouvir o que a escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie diz sobre "uma única versão da história" ou "o perigo da história única". Fica a dica!



"The single story creates stereotypes, and the problem with stereotypes is not that they are untrue, but that they are incomplete. They make one story become the only story.”
Chimamanda Ngozi Adichie

sábado, março 02, 2013

Preta Pretinha e os Novos Baianos F. C

A música da minha vida desde pequena é esta: Preta, Pretinha (Novos Baianos, 1972) . E nunca tive problema com isso. Aliás, acho ótimo me chamarem pelo tom da minha pele, olhos e cabelo. É um sinal de apreço. Meu pai - até hoje - só fala Preta, alguns amigos também só me chamam assim, até a pequena e deliciosa afilhada Helena esboça um "Pêta", "Dinda Pêta". É por isso que abro portas e  janelas para ver o sol nascer! Por ter um apelido que me enche de alegria e prazer. Então, eu queria ouvir a música (que me faz um bem tremendo) e descobri essa versão, a qualidade é ruim, quase inexistente, mas tem um prólogo lindo (segue abaixo parte dele). Acompanhe: 




Essa parte é tocante:

"Sou Garrincha por convicção, sou Tostão pra não me machucar.
Não há filosofia além disso. Só o novo.
O criado em cada minuto.
E não tem 2 tempos para quem anda.
A dúvida só tem a duração de um lance.
Ser junto, ser mais de dois.
O sonho dourado da família.
Encontro constante e continuado com um fiozinho de nada que é você.
E chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor..."


O documentário mostra a história da formação da banda, e vários trechos muito loucos! :) O diretor Solano Ribeiro sabia que essa turma do "paz e amor" (adoro) eram inadministráveis, por isso seguia diariamente com a câmera em punho pro sítio da trupe e documentava o dia a dia dos Novos Baianos. Infelizmente não achei em boa qualidade, mas fica a dica, são apenas 44 minutos, quem gosta de música - de qualidade e brasileira - vai curtir. 

Documentário:

sexta-feira, dezembro 28, 2012

84 reais

Nunca pensei que veria algo tão bonito e encantador. Férias. Cidade do Rio de Janeiro. Calor. A casa estava lotada. Arquitetura e decoração incríveis. Afinal, era uma construção de 1909 -  e eu levei 103 anos para conhecer a beleza desse lugar: Teatro Municipal. Primeiro ato. 
Assim que as luzes se apagaram as cortinas abriram e um cenário lindo apareceu. Aos poucos bailarino por bailarino entrando em cena...numa sincronia perfeita, com total entrosamento estético. Mas para que tudo isso ficasse tão bonito foi preciso aliar à beleza do ballet a música clássica. Uma orquestra executava Tchaikovsky. Eu, meus ouvidos e meu coração no paraíso. Sopros, metais, cordas e aquele som enfeitiçador que vinha da harpa. O conjunto da obra só podia ter resultado numa das expressões artísticas mais belas que presenciei. Segundo ato. 
É como se congelassem o tempo e eu estivesse tão envolvida naquela apresentação que nada de ruim poderia acontecer ali.  E de fato, nada aconteceu. O corpo de baile executou toda a peça com leveza,  técnica e perfeição. Não houve erro em nenhum pas de deux (aquela hora que o casal de bailarinos dança junto). E sei disso, porque, como filha de uma bailarina aprendi muito sobre dança e claro dancei ballet durante seis anos. Não que eu seja alguém que hoje saiba executar um simples plie com dignidade, não, não consigo, mas vendo tudo aquilo não tinha como não saber que estava absolutamente tudo em ordem, no seu devido lugar. Ah, não posso esquecer dos músicos, escrevo esse post ouvindo a obra do russo Tchaikovsky e me lembrando da execução musical, coro e regência da orquestra. Esses músicos, um dia, ainda me matam do coração. Claro que a composição era uma velha conhecida, que muitos aqui já ouviram no trecho do clássico Fantasia da Disney, que conheci ainda criança. Vai ver vem de lá meu gosto pela música clássica. Ah, eu falei do autor mas não citei a composição em questão. Vi e ouvi "O quebra nozes". Um épico. Uma história natalina de encanto e alegria. É impossível não ver e sentir a beleza da arte  depois de duas horas de puro fascínio e beleza. E tudo isso de forma tão acessível.  Foram apenas 84 reais. Os mais bem gastos em quase 30 anos de vida. Um viva aos que trabalham - e muito - para deixar a cultura disponível para pessoas como eu e você.