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sexta-feira, outubro 04, 2013

Meu pai sabe das coisas :)

They won't leave in the night, I've no fear that they might desert me!

sexta-feira, setembro 13, 2013

Apenas começando

Foram mais de duas horas no trânsito. Bastou descer do carro para cair um temporal. Dizem que a chuva trás boa sorte. No meu caso, altera apenas a estrutura capilar. Estacionamento e ingressos pagos. E dali em diante foram 3 horas de encantamento, caminhadas, estandes e literatura. Fui com a intenção de olhar, matar tempo, passear, conhecer, tentando não liquidar o restante de verba das férias. Mas ali dentro do Riocentro entre milhares de livros é impossível (pra não dizer irresistível) não comprar. Além de ser mais fácil encontrar o que se procura, a Bienal do Livro do Rio - diferente da Feira do Livro de Porto Alegre - é um lugar onde as editoras têm espaço. E assim, localizar obras que vão além da auto ajuda e dos mais vendidos fica fácil. Sem falar nos preços que realmente valem a pena. O desconto não é de 5 porcento e os saldões incluem até livros de artes plásticas. Ah mas nem tudo é perfeito, metade dos expositores eram voltados para a literatura infantil e infanto juvenil. Mas pensando bem, que bom né?! É importante que os "pitocos" de hoje se apaixonem e muito pelas palavras, afinal serão eles os leitores de amanhã.
A experiência foi maravilhosa e as sacolas saíram recheadas. É, parece que a chuva me trouxe boa sorte. E já começo a suspeitar que o meu caso de amor com o Rio de Janeiro está apenas começando... 

sexta-feira, junho 14, 2013

Por um Brasil com mais vinagre

Foto: Daniel Marenco
Eu sou contra os vidros quebrados. Mas a favor das ruas tomadas. Não tolero patrimônio pichado. Mas  gosto muito dos criativos cartazes nas manifestações. Vejo a o quebra-quebra com desdém, mas a voz em uníssono do povo, isso vejo como um novo hino nacional. Gracioso e encorajador. "Sem violência, sem violência" - e isso não sai da minha cabeça. 
Fico pensando cá com meus botões: ainda bem que começamos a reagir. Me chateava essa inércia que nos toma o corpo e a mente todos os dias. Precisamos sim, sair para as ruas. Elas são de fato a nossa arquibancada, no dito país do futebol. E isso, esse rótulo cretino, é o que mais me envergonha. Não tenho nada contra o futebol. Gosto muito dele. Acho importante a prática esportiva e vejo como lazer e diversão para os que torcem. Mas exportar um país como "o do futebol" me irrita. E não é de agora. Poderíamos ser o país das descobertas científicas, o país do rocknroll, o país da natureza, da floresta mais linda do mundo, da literatura, da medicina, da liberdade, das artes plásticas, ou simplesmente sermos o "país sem corrupção". E é aí que entra essa massa que começou - em Porto Alegre - a tomar as ruas. E que agora, se espalha. E tem que se espalhar, espalhar, espalhar e espalhar ainda mais. 
Marchas pela maconha, das vadias, do orgulho gay sempre estão lotadas. E agora nossa marcha também toma proporções. E não, ela não é apenas por 0,20 centavos. Não. Essa marcha, é de quem cansou de pagar imposto e não ter retorno. É de pagar pelos maus serviços e saber que parte dos tributos vão financiar a corrupção. São tantas obras acontecendo, e nenhum hospital cresce aos nossos olhos. Ao contrário. São estádios, avenidas, viadutos, árvores podadas, a cidade se desenvolve (que bom)! E falta exatamente um ano para ficar perfeita aos olhos do mundo. Mas e essas notas fiscais com muitos e muitos zeros que pagam as obras, quem as vê? Onde está a transparência da Copa? Será que em 5 anos vamos descobrir um esquema de corrupção que aconteceu em 2012/2013 nas capitais que seriam sede dos jogos?! Será que os jornais vão estampar o novo valerioduto? Teremos mensaleiros?! Cuecas e calcinhas cheios de dinheiro do gramado estilo Fifa superfaturado?!
Sinceramente, não sei. E quero que isso não aconteça.
Mas nos últimos anos essa mesma população e essa juventude que saiu para as ruas acompanhou tanto escândalo que finalmente começou a dizer: BASTA! Não quero pagar mais por um serviço ruim. Não quero empresas lucrando e inflacionando tudo anualmente, sendo que meu salário não muda nada em um ano.
Estamos chegando no nosso limite. E isso é bom. 
Mas o Estado, que se diz democrático, não gostou disso.
Vide o episódio de São Paulo. A imprensa foi atacada com balas de borracha. Bem nos olhos de quem registra tudo. Quem estava trabalhando, foi agredido. Spray de pimenta. Um click. E o ato lembrava os duros tempos da ditadura. Jornalistas presos. Por tentar evitar os efeitos do gás lacrimogêneo. "Abre a mochila, abre a mochila". 
Ficamos com medo? Que nada! 
Pois que a polícia saiba que nós não escrevemos com as mãos, com os olhos ou a boca. Ledo engano.  Daqui para frente, teremos, queremos e noticiaremos um Brasil com mais vinagre. Em bolsas, mochilas e afins.  
Foto: Internet/2013

sexta-feira, março 29, 2013

O prazer de descobrir novidades...

Barbudos, cabeludos e muito bons. Fora a política, o Texas nos surpreende...Com vocês minha descoberta apaixonante do dia: The Bright Light Social Hour. Enjoy it!

PAULADA NAS GUITARRAS...


MAIS UM, FINO DEMAIS COM ESSE BARBUDO...


terça-feira, março 12, 2013

Another round of Cosmos : Columbia Journalism Review

Another round of Cosmos : Columbia Journalism Review

Estou encantanda com Neil deGrasse Tyson, um Carl Sagan do Bronx, adouuuro!



Mais um...

quinta-feira, março 07, 2013

Em menos de 4 meses eu chego lá...;)


As mulheres de 30

O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz:
'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.

Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?

Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!

A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo.
A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.

Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.

O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia.

A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer. Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30?

Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.

São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.

Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.

Ponto. Pra elas.
Mário Prata

sábado, março 02, 2013

Preta Pretinha e os Novos Baianos F. C

A música da minha vida desde pequena é esta: Preta, Pretinha (Novos Baianos, 1972) . E nunca tive problema com isso. Aliás, acho ótimo me chamarem pelo tom da minha pele, olhos e cabelo. É um sinal de apreço. Meu pai - até hoje - só fala Preta, alguns amigos também só me chamam assim, até a pequena e deliciosa afilhada Helena esboça um "Pêta", "Dinda Pêta". É por isso que abro portas e  janelas para ver o sol nascer! Por ter um apelido que me enche de alegria e prazer. Então, eu queria ouvir a música (que me faz um bem tremendo) e descobri essa versão, a qualidade é ruim, quase inexistente, mas tem um prólogo lindo (segue abaixo parte dele). Acompanhe: 




Essa parte é tocante:

"Sou Garrincha por convicção, sou Tostão pra não me machucar.
Não há filosofia além disso. Só o novo.
O criado em cada minuto.
E não tem 2 tempos para quem anda.
A dúvida só tem a duração de um lance.
Ser junto, ser mais de dois.
O sonho dourado da família.
Encontro constante e continuado com um fiozinho de nada que é você.
E chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor..."


O documentário mostra a história da formação da banda, e vários trechos muito loucos! :) O diretor Solano Ribeiro sabia que essa turma do "paz e amor" (adoro) eram inadministráveis, por isso seguia diariamente com a câmera em punho pro sítio da trupe e documentava o dia a dia dos Novos Baianos. Infelizmente não achei em boa qualidade, mas fica a dica, são apenas 44 minutos, quem gosta de música - de qualidade e brasileira - vai curtir. 

Documentário:

terça-feira, janeiro 01, 2013

quinta-feira, setembro 27, 2012