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quinta-feira, agosto 16, 2012

Les soir ou Les illusions perdus

Passaram-se alguns anos e aquela imagem continuava na minha memória. Horizontal, absoluta, linda. Percorri sites e mais sites procurando por ela. Até que lembrei que durante a visita ao Louvre eu escrevi numa caderneta o nome do pintor o ano e o nome da tela. Tarefa difícil foi encontrar a dita cuja, a caderneta. Mas agora, agorinha mesmo, no meio de uma arrumação no meu chamado "quarto de vestir", ou melhor "quarto da bagunça", eu encontrei. Revirei as folhas afoita e no alto de uma página, escrito a lápis estava o nome de Charles Gleyre, Paris 1874. Corri pro google, digitei e lá aparece o lindo lindo lindo quadro que há anos dá voltas na minha mente. 

                                              Eis a pintura, linda e que sou apaixonada...

E detalhe, no meio da minha pesquisa descobri que o Charles Gleyre é o famoso professor de Renoir e Monet, ele na verdade é o pai do impressionismo. Para saber mais clique aqui! 

sábado, outubro 16, 2010

sábado, setembro 04, 2010

A elegância do ouriço


Dia desses terminei de ler o que se tornou um dos meus livros favoritos. Ganhei-o de aniversário de um grande amiga e mente brilhante, Taline Oppitz. O começo do livro já é sensacional, nas primeiras duas páginas você já tem vontade de devorar a leitura. A narrativa está focada em duas mulheres, que seguem relatando suas vidas ligadas apenas pelo local onde moram - um prédio requintado em Paris - e por similaridades subjetivas na maneira de ver o mundo. Não poderiam ser mais antagônicas e ainda assim complementares. As duas irão finalmente se encontrar de verdade apenas graças a um novo morador, que irá enxergá-las como verdadeiramente são. Há todo um universo de personagens secundários igualmente bem construídos e amarrados em torno dos acontecimentos aparentemente banais do prédio da Rue de Grenelle, número 7. O livro passeia pela filosofia, pelo amor às artes e à literatura sem se tornar chato ou didático demais. É uma beleza para a mente e um alimento para a alma. Levou-me às lágrimas. Me fez refletir. Fazia tempo que não me identificava com um livro de forma tão arrebatadora. Pena que acabou... fica a dica: "A elegância do ouriço" de Muriel Barbery.

domingo, agosto 22, 2010

Orgulho

É muito bom ver os amigos brilhando e tendo sucesso naquilo que amam e fazem. Esse é o caso do Gustavo Machado. Na próxima quinta, dia 26, ele lança o primeiro livro. "Sob o céu de Agosto" é um daqueles livros que você começa a ler e não quer parar. Tem narrativa, personagens, uma coisa que me lembra Rubem Fonseca, claro, tudo nas suas devidas proporções. Mas ai vocês se perguntam: como é que ela sabe tanto do texto se o livro nem foi lançado?! Ahhh, elementar meus caros, eu li essa deliciosa obra ainda nos originais. Eles pararam na minha antiga mesa de trabalho dentro de um envelope de papel pardo. "Lê e depois me diz se tu gosta". Foi assim, há uns 4 ou 5 anos que eu li e adorei Sob o céu de Agosto.
Por isso vai um pedaço desse céu pra vocês...

"Havia um cinza azulado envolvendo a cidade. Cinza azulado? É o melhor jeito de simplificar. Cinza azulado com umas manchas brancas que fatiavam em camadas espessas os muitos blocos de nuvens que se acavalavam como um caleidoscópio. Antes, tentara pintar essa cor várias vezes, mas não acertava a mão. Pensara em puxar para o chumbo, com umas notas discretas de violeta. Mas sempre ficava artificial, escuro demais, claro demais, violeta demais. Nunca deu certo, apesar de ser quase uma obsessão. Desde muito, batizei essa cor, para a eventualidade de conseguir registrá-la: Céu de Agosto, o nome da cor. Talvez porque agosto seja o mês mais emblemático do inverno. Esse Céu de Agosto é a tônica cromática do inverno, na minha opinião, e isso agora não vinha ao caso".

quarta-feira, junho 30, 2010

Cada vez mais LINDA

A Mulher Maravilha abandona o maiô tomara-que-caia e adota calças compridas, 69 anos depois de sua criação.
A nova imagem, de uma Mulher Maravilha mais guerreira, chique e elegante e que mostra menos o corpo, ainda incorpora elementos de seu design original. Ela é uma criação do artista gráfico Jim Lee, que também é co-editor da DC Comics, responsável pela publicação dos livros de história em quadrinhos da heroína.
A edição Volume 1, número 600 da revista, marca também o início de uma nova temporada sob o comando do roteirista J. Michael Straczynski, autor de vários episódios de histórias em quadrinhos (Babylon 5, Jornada nas Estrelas). Ele também assina o roteiro do filme A Troca, estrelado por Angelina Jolie.
Em entrevista ao jornal The New Yourk Times, Straczynski disse que a mudança do visual é consequência da necessidade de adequar a famosa personagem aos novos tempos. "Ela veste praticamente o mesmo figurino desde que estreou em 1941. Que mulher passa esse tempo todo sem trocar de roupa?", perguntou ele.
Século XXI
"É uma (nova) imagem criada para ser levada a sério, como guerreira, e em parte, uma resposta às muitas fãs femininas que durante anos perguntaram como ela conseguia lutar naquela roupa, sem que os peitos pulem para fora?'", explicou Straczynski no site da DC Comics.
"Com jaqueta curtinha que pode ser fechada ou aberta, a nova roupa também tem bolsos, respondendo a outra pergunta constante das fãs: 'como ela consegue carregar qualquer coisa com aquela roupa?'."
"Ela pode usar acessórios... é uma imagem da Mulher Maravilha criada para o século 21", diz Kraczynski.
A "nova" Mulher Maravilha mantém a tiara, os braceletes indestrutíveis e o laço da verdade.
A heroína é uma amazona com super poderes e também o alter ego da princesa Diana de Themyscira.
Nos anos 70, a personagem foi interpretada na TV por Lynda Carter.
Na nova temporada, a história da Mulher Maravilha também muda. Em vez de ter crescido em meio às Amazonas na Ilha Paraíso, ela, na verdade, foi retirada do local ainda criança quando os deuses suspenderam sua proteção e a ilha foi atacada, causando a morte de quase todas as amazonas e da rainha Hipólita, sua mãe.
A Mulher Maravilha teria sido então levada para os Estados Unidos, onde cresceu, dividida entre os dois mundos.
FONTE: G1, Matheus Bonez e Nana OPN.
Merci, guris!

segunda-feira, maio 10, 2010

Pagu



















Patrícia Galvão. Figura múltipla. Escreveu reportagens, livros, peças de teatro, foi militante política e agitadora cultural. Em junho completa-se o centenário do nascimento (09/06 de 1910) dessa paulista de São João da Boa Vista. E dai eu me lembrei que na escola estudei um pouco do movimento cultural e político que a tal da moça Pagu participava. Remoendo isso, fui buscar elementos da vida dessa comunistinha lá na casa da minha dinda (pra variar) e descobri mais do que queria. Vamos aos fatos?! Pagu atirou-se na vida com um sofrimento de suicida. Na época em que mulheres só podiam casar e ter filhos, ela teve coragem de transgredir e pagar o preço. Sendo assim, não se poupou de nada.
Conhecida como a mascote sexy e bem falante dos modernistas, viveu mais dramas do que alegrias. Mas cumpriu seu papel no mundo: o de demolidora de convenções. O pai, advogado, gastava o dinheiro em bares, a mãe, alemã, obrigava aos filhos a vida disciplinada e a resignação. Patrícia, odiava aquilo tudo. Aos 12 anos decidiu virar mulher, e para isso, escolheu um homem mais velho, com quem viveu durante dois anos . Aos 14, engravidou e submeteu-se a um aborto que perdurou em sua memória como uma lembrança terrível. Para sair de casa, deu um jeito. Aos 15, assinando como Patsy, estreou na imprensa - no Brás Revista - com poemas e desenhos. A graça de Patrícia não passou despercebida. Raul Bopp - que a apelidou de Pagu por achar que seu nome era Patrícia Goulart - foi o primeiro a cair de amores ((( Pagu tem os olhos moles, uns olhos de fazer doer. Bate-coco quando passa. Coração começa a bater. Eh Pagu eh!))). Sendo a menina dos modernistas, passou a escrever para a Revista de Antropofagia, na segunda fase, publicada pelo Diário de São Paulo. Todos se encantaram...Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral incorporaram a moça à vida social da época. Mas...
...Não é que ela acabou ficando com Oswald e perdendo a amizade de Tarsila (que passou a chamar Pagu de "a Normalista"). Praga ou não, na véspera do casamento, Pagu encontrou o futuro consorte com uma moça. E foi por causa da lealdade dela a ele que conseguiram manter o casamento. Com o marido, ela trabalhou intensamente. A década de 30 foi marcada pela fermentação dos ideais políticos. A expansão do fascismo e o surgimento do nazismo atraíram para o comunismo uma parcela da juventude. Inclusive ela. Bastaram 3 dias de conversa com Luíz Carlos Prestes para nascer uma militante.
Dedicou parte da vida ao Partido Comunista, deixou o filho Rudá, ainda bebê ao cuidados do pai e foi viver como operária no Rio. Para provar sua fidelidade ao Partidão suportou prisões, fome , exaustão e doença. Mas revoltou-se ao ser convocada para tarefas em que deveria oferecer sexo por troca de informações. Largou tudo e foi para a Europa. Enviava reportagens para o Correio da Manhã, do Rio e o Diário da Noite, de SP.
Em 1935, separada de Oswald, foi presa na Intentona Comunista, entre fugas e recapturas amargou 5 anos na prisão. Ao sair, tinha 30 e se transfomara segundo ela "numa rocha vincada de golpes e amargura". Tentou novamente o amor, dessa vez com o jornalista Geraldo Ferraz. Foram anos de dedicação a palavra escrita. Viveu com paixão o jornalismo cultural. Lançou o suplemento literário do Diário de S.P e deu um empurrãozinho na estréia de Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector, além de apresentar o leitor a James Joyce, Henry Miller e o meu adorável William Faulkner. Essa Pagu, ficou na memória do segundo filho, que dizia que "a mãe passava as tardes escrevendo docemente". Ela gostava de cozinhar e ficar em casa, mas a depressão batia e junto com ela o álcool imperava. Tentou o suícidio duas vezes. A última, com um tiro no peito, foi em Paris, para onde viajou quando descobriu um câncer de pulmão. Socorrida, sobreviveu alguns meses, mas não suportou a doença que a levou aos 52 anos. Intensa, indignada no palanque, mulher. Pagu deixou um legado simples: o de quem sonhava com horizontes mais amplos. E ela, conseguiu!

quinta-feira, março 11, 2010

domingo, julho 13, 2008

Impressionante. Lindo.



Fui ao Margs para ver a pintura que retrata A primeira missa no Brasil, do catarinense Victor Meirelles, e posso garantir: é linda! A perspectiva, as cores, os detalhes, uma riqueza profunda e intensa e que leva o observador a ser mais um índio em estado de choque ao ver aquele bando de homens brancos e vestidos ao pé da cruz. Concluido em 1860 o quadro de 2m70cm de altura por 3m57cm de comprimento foi restaurado nos últimos anos e essa é a primeira vez que ele deixa o Muses das Belas Artes do Rio de Janeiro. Uma viagem que valeu a pena principalmente para os gaúchos. A primeira missa enriquece para sempre os olhos e o coração de quem a vê, é como se fosse a primeira vez que vissemos nossa terra.