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sexta-feira, agosto 30, 2013

Passar roupa

Eu não sei vocês, mas me acalma. #estranho

terça-feira, abril 10, 2012

Descemos quietos

Despretensioso.
Curto.
Inexpressivo.
É isso. Isso que posso dizer dele.
Tudo aconteceu numa fração de segundos.
Foi de repente.
Depois de 28 anos e 8 meses.
Ele tinha que aparecer.
De relance.
Quebrando toda a minha história.
Talvez mudando o rumo da minha vida.
Era como uma afronta, uma humilhação.
A primeira vez?!
A do primeiro sentimento de raiva.
Que seria uma mistura de susto com perplexidade.
Foi quase um pesadelo.
Nos cruzamos no elevador.
Frente a frente.
Olhos grudados no espelho.
Não acreditando que aquilo estava acontecendo.
Ele e eu.
Eu e ele.
Não estávamos sozinhos.
Tentamos nos controlar.
Eu mais ainda.
Essa fúria espartana louca para se tornar realidade.
Mãos firmes.
Térreo.
Descemos quietos.
Ainda em choque.
Algumas horas se passaram.
Tentei esquecer do assunto.
Voltei. Pensei que nunca mais o veria.
Ledo engano.
O raio caiu duas vezes no mesmo lugar.
Eu entrei no elevador.
Ele comigo.
Mais uma vez.
Ele e eu.
Eu e ele.
Decidi tomar uma atitude.
Aproximei meu rosto ao máximo.
Fitei o espelho.
Não acreditando no que via.
Forcei a retina.
Subi as mãos.
Como se estivesse sendo assaltada.
A surpresa me embasbacou na primeira vez.
Mas naquele momento foi diferente.
Tomei coragem.
Movimentos bruscos.
Um busca certeira.
Olhos como se fossem lupas.
Dedos rápidos e uma confirmação..
Aquilo era ele.
Ele mesmo.
O meu primeiro (e mísero) fio de cabelo branco.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Oi?! Passa amanhã...

É sim, uma preguiça danaaaada que me pegou na esfera virtual. Uma letargia. Passos lentos, muitos eventos, fim de ano.
Calma.
Logo eu volto.

quinta-feira, junho 17, 2010

Argolas

Preciso do meu salão.
Do meu bairro, de ir a pé pro Iguatemi!!!
Passagem na mão.
Compras feitas.
Cibele, Andressa, Kellen, Simone, Luciana, Karolis. Minhas amadas amigas. Saudades!
Churrasco da Famecos, quase uma necessidade fisiológica.
Se eu morasse 'aqui' seria no Higienopolis.
E o ego vai bem?
Corel draw e photoshop plis!
Fechei a mala.
Como foi a Paris de Roniara e Orengo???
Há um ano eu estava caminhando no Quartier Latin.
Minha tosse continua.
Quero meu quarto de vestir.
Mamãe TE AMO sempre.
Não corto mais o cabelo.
Nem sempre consigo acordar pra ver o Fala Brasil.
Olha a foto dele: lindo não? Esse pelo menos tem cara de gaúcho (risos).
Save the date: 05.07
Vou ter que voltar pra Porto, como deixar essa cidade nas mãos de pessoas tão "amargas e ultrapassadas"?
Zé Carioca meu amigo!
Aham, senta lá Claudia.
Báááááá.
Ensolare.
O livro do Peninha é uma delícia. Vou escrever sobre ele.
Nem adianta fazer birra.
Voltei a usar argolas.
=)

terça-feira, junho 15, 2010

Nem tô!

Copa do mundo não me excita. Não gosto desses jogadores, não vejo emoção nesse patriotismo escrachado e instantâneo que brota nos brasileiros. Ainda se fosse para uma corrida eleitoral, num dia vibrante de decisão, como as eleições, eu entenderia essa civismo. Mas ah, podem me xingar e me chamarem de garota enchaqueca. Nem tô, sou mais gremista que brasileira mesmo. Aliás, como dizem os paulistas, sou separatista (com orgulho) e vivo em um outro país: A República Cisplatina do Pampa!

segunda-feira, junho 07, 2010

Faltas justificadas

Minha ausência na esfera bloguística tem explicação: Descanso, amor e amor. Expliquei?!

quarta-feira, maio 26, 2010

Um livro para cada ocasião

"Por que em certos momentos de nossa vida escolhemos a companhia de um livro mais que a de outro? Durante o tempo que passou no cárcere, Oscar Wilde pediu para ler A ilha do tesouro, de Stevenson, e um guia de conversação francês-italiano. Alexandre, o Grande, levou com ele em suas batalhas um exemplar de A Ilíada, de Homero. O assassino de John Lennon decidiu munir-se de O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, para o momento do crime. Na prisão, será que Bernard Madoff vai querer ler, em A pequena Dorrit, de Dickens, como o escroque Sr. Merdle, não suportando a vergonha de ser desmascarado, corta a própria garganta com uma navalha que pegou emprestada? E o papa Bento XVI vai se enclausurar com um exemplar de Bubu de Montparnasse, de Charles-Louis Philippe, para analisar o fenômeno da falta de preservativos que provocou uma epidemia de sífilis em Paris no século XIX? G. K. Chesterton, um poeta com senso prático, imaginava que se estivesse encalhado numa ilha deserta, adoraria ter com ele um manual básico sobre construção naval; nas mesmas circunstâncias, o francês Jules Renard, menos pragmático, preferia Cândido, de Voltaire, e Os bandoleiros, de Schiller.
E quanto a mim, que livros eu escolheria para me fazer companhia ? Sem dúvida, acredito na utilidade inegável de uma biblioteca virtual, mas não utilizo os e-books, essas encarnações modernas das placas assírias, nem os iPods, e tampouco os nostálgicos game-boys. Sou habituado à substância palpável do papel e da tinta. Fiz então, de cabeça, uma lista dos livros que estão empilhados em minha casa, perto de minha cama. Descartei os romances recentes (demasiadamente arriscados, pois ainda não deram provas de que são bons), as biografias (que apresentam gente demais nas circunstâncias em que me encontro) os ensaios científicos e os policiais (muito cerebrais; por mais que recentemente eu tenha apreciado o renascimento darwinista e a releitura de grandes clássicos do crime, uma descrição detalhada dos genes do egoísmo e do cérebro do assassino não me pareceu o remédio adequado). Mas não: eu queria uma espécie de alimento reconfortante, algo de que já tivesse gostado e pudesse reler tranquilamente e com prazer, mas que, ao mesmo tempo, me fizesse vibrar e trabalhar a mente"...
Ao ler esse trecho da coluna de Alberto Manguel, no incrível site do Le Monde Diplomatique - Brasil, fiquei pensando exatamente - quase que Ipis litteris - o mesmo. Ele escreveu a história em decorrência de um período no Hospital. E eu, cá no meu isolamento por razões profissionais, penso que existem livros que nos fazem uma companhia real e impressionantemente capaz de mudar o que estamos vivendo. Trouxe alguns livros pra São Paulo. Willian Faulkner, George Orwell, e comprei um Camões. Mas sinto que falta O livro, aquele que me fizesse esquecer tudo e viajar na história! Pensei em Dom Quixote, As 1001 noites, Clarice...Enfim, mas o que ainda me corrói por uma leitura urgente é a obra os "Sete Pilares da Sabedoria", de Thomas Edward Lawrence, a.k.a Lawrence da Arábia! Mas enquanto não defino o livro da ocasião, o que vcs ilustres leitores desse blog me sugerem???

segunda-feira, maio 10, 2010

Poema da extradição

Vou te tirar do meu país
Nem no cárcere do meu peito ficarás
Vastidão de terra sem alma
Não me bastam tuas idéias de vanguarda

Ah! Teu pensamento revolucionário
Falam tanto da tua inteligência avassaladora
Não há espaço para tudo que queres
Não me importo mais.

Amei na primeira vista.
Mas não tolero a idade
A voz. A sabedoria

É pelo amor do passado
que te mato, te mando embora
E te extradito do meu país.

POA, 10 de maio de 2010.

domingo, abril 11, 2010

Ovo frito

Não nasci pra passar em branco. Nasci preta pra fazer a diferença! Não crio rusgas, não julgo, muito menos crio desafetos e não falo mal dos outros. Mas....incomodo. Sem fazer nada. Sem fazer a mínima força. Isso mesmo, acho que até hoje 2 e agora 3 pessoas fuçam na minha vida, querem o que eu tenho, julgam o meu ser, sem ao menos saber quem/e como eu sou. Por isso, pra essas pessoas que falam de mim - diariamente* - para os colegas de trabalho. E detalhe: que me xingam me chamando de bonita, burguesa e famosa. Pra elas eu brilho. Ensolaro. Mas cuidado, porque em Porto Alegre todo mundo se conhece e eu que conheço todo mundo, sempre fico sabendo. Então, Ovo frito, tome cuidado ao falar de alguém... E ah, vou continuar sim, ouvindo Beyoncé até morrer. Ela, Lady Gaga e JLO. Todas- pelo menos - pintam a sobrancelha!
Pra ilustrar o post: o pop do pop... e morra de inveja!


terça-feira, abril 06, 2010

Feriadin

Como é bom não fazer nada. Nasci para ser aposentada. Dias de ócio. Beira mar. Sol e belezas naturais. Comidinhas delícia. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. O dom de falar com estranhos. Gosto de grama molhada. Detesto festa lotada. Saudades. Feriado merece um agrado. Um dia as coisas se ajeitam. Quem sabe?! Cabelo crespo. Ondas. Brincadeiras de criança. Churrasco pra dois. E ainda nenhum ovo de páscoa!!!!
Mas a companhia compensou...tudo!

segunda-feira, março 29, 2010

sexta-feira, março 26, 2010

Terceira Pessoa

O que você prefere: um 'bom dia' ao acordar ou apenas levantar da cama? Oferecer um copo d'água ou cuidar do gelo? Um ou outros? É engraçado cobrar. A vida deveria ser um eterno escambo. Mas sabe se lá porque o ser humano cria expectativas extraterrenas sobre os outros humanos. Ninguém é perfeito. Eu sei. Mas há quem teime (como eu, por exemplo) em depositar a fé nas pessoas. Por mais que muitos acreditem que ela seja dirigida a um Deus. Ledo engano. Ele se engana. Fé é oxigênio. Não religião. A fé começa com um álbum de figurinhas e não termina com ele. A fé começa de mãos dadas no cinema e pode se transformar em empurrões num balanço. A fé começa sem importância. Mas para ele, ela talvez não importe mesmo. A fé tem gosto de infância. É doçura. Mas ele não conhece o açúcar da vida. O melado. Os pequenos gestos. A alegria sincera das coisas simples. Nunca tinha visto um somatório de fatos e acontecimentos e pessoas sem a capacidade de exercer a fé. Ou o amor. Ou apenas a sensibilidade.

Primeira Pessoa

Dai eu paro e penso: Você não percebe? Você já reparou? Mas lembro que um dia alguém escreveu assim "A minha vidinha ia muito bem até que....".É eu sei. sentou na graxa irmão. O roteiro é quase sempre o mesmo. Mudam os personagens. Os finais nunca são felizes. Tem que ter aquela voracidade de Nelson Rodrigues e evitar os horrores do dia-a-dia. Mas no momento que cair a ficha, já eras. Espero que não seja tarde. Espero - sim - que tudo evolua. Que não seja filme. Mas sim livro. Pra se escrever a duas ou quatro mãos. Mas não, que o mundo não se preocupe em me levar a sério. Levem apenas as minhas reportagens a sério. Preocupe-se apenas em continuar sendo o que você é. Eu gosto de ser quem eu sou. Gosto oras. Da minha ternura escondida. Do desejo contido. Do senso ético. Do moralismo. Do meu consumismo que, na verdade, não é um mero consumismo, mas um fascinio sincero e incontrolável pela cultura pop que nos abraça. Do meu egocentrismo. Da mania de implicar comigo mesma. Dos dentões branquinhos. Da melanina. Do meu amor pelo que é bem feito - seja um café, seja um livro, seja uma canção. Da mania de me dar rosas semanalmente. Do meu respeito pelos mais velhos. Da minha visão de justiça. Do meu conceito de belo. Dos acessos de raiva misturada com um "no fundo eu gostei". Do meu resmungar matinal. Do ciuminho infantil. Dos palavrões e chavões e coisas que eu falo que soam como poemas. Dos pedaços de chocolate e dos goles de coca cola. Isso tudo é uma grande felicidade. Uma felicidade só. Uma felicidade minha.

quarta-feira, março 24, 2010

Eu, Gisele


Engraçado que hoje aconteceu novamente. Alguém sempre me acha parecida com alguém. Se é bom ou ruim, sei lá. Já me chamaram de várias coisas, personagens, celebridades. E de novo apareceu a nariguda méxico-brasileira. Primeiro foi quando ela fez uma novela na Globo, depois o moreno da Ci no Cabaret e hoje um entrevistado que assiste Bela, a Feia. Ser três vezes comparada com a Gisele Itié já não me parece um mau negócio. Mesmo assim, prefiro a minha cabeça de playmobil e o jeitinho da Monica dos quadrinhos de ser.

segunda-feira, março 08, 2010

Só eu não me sinto homenageada por um caminhão de som berrando no meu ouvido?!

Ahn, pelo menos a Hebe volta hoje em rede nacional!


domingo, março 07, 2010

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Como já dizia o poeta...

Porque a vida só se dá pra quem se deu.
(Vinicius de Moraes)

terça-feira, janeiro 19, 2010

Manual prático da canceriana moderna

Em breve nas melhores livrarias.
E a edição de luxo: com detalhes de uma vida vintage...

aguardem!