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terça-feira, março 27, 2012

É uma delícia

                                  













No primeiro dia pensei em desistir. Afinal, manter o equilibro, ser flexível, ter uma postura correta e ainda coordenar a respiração era muita coisa para uma pessoa tão hiperativa e agitada. Sem contar o suor e a extrema concentração. Um somatório de itens que me levariam diretamente para o calabouço do "fui, tentei e larguei". Depois da primeira experiência prática o pior estava por vir: eram elas, as dores. Nossa, foram tantas e em tantos lugares do corpo que pensava em me jogar no chão a qualquer hora do dia. Meus órgãos estavam doloridos. Tudo fora do lugar. E isso não aconteceu apenas depois da primeira aula, foi depois da segunda, da terceira, da quarta , da quinta , etc. Aliás, depois de mais de um mês praticando, às vezes algum músculo grita no dia seguinte. Mas o esforço tem sido recompensado. A cada asana (posição) que eu consigo executar a minha alma vibra de alegria. Não havia nada enferrujado por aqui, só tava tudo parado mesmo. A flexibilidade era uma antiga aliada das aulas de educação física, pernas e braços se tocam com o maior prazer. Ganhei mais vitalidade no dia a dia. Mais tesão. O corpo e a mente andam mais ligados, em sintonia. O Yoga é uma grande experiência. Uma lição preciosa que pode ser feita em qualquer lugar, em qualquer situação. É um ensinamento. Uma perspectiva. Alguns levam como estilo de vida, mas eu ainda continuo achando que ele é um delícia. Daquelas que dão muito prazer e a gente nem pensa em largar. 

quarta-feira, março 07, 2012

Viver é perigoso e por isso delicioso.

Chegamos aqui.
Entre mortos, mortas, feridos e feridas, chegamos aqui.
Houve tsunamis, terremotos. guerras, acidentes, vulcões, erupções, ventos, ciclones. Muitas pessoas foram levadas, arrastadas, engolidas, desaparecidas.
Nós ficamos.
Estamos aqui. Com tropeços, com feridas, mancando e nos arrastando - chegamos aqui.
Há os mais fortes e destemidos que saltaram os obstáculos, mas até quando saltarão?
Transitoriedade.
Velhice, doença e morte.
E depois da morte? Como é?
E depois da vida? Como será?
Estamos aqui.
Onde estamos é o local sagrado e precioso.
Nossa vida.
Minha vida, a sua vida, a nossa vida.
Viver é perigoso e por isso delicioso.
Nesta caminhada sem começo e sem fim, nada surge e nada desaparece, apenas é. [...]

Monja Coen. É por essas e outras que gosto dos budistas ;)

segunda-feira, janeiro 30, 2012