segunda-feira, setembro 30, 2013

quinta-feira, setembro 19, 2013

O evangelho segundo Jesus Cristo



"Deserto é tudo quanto esteja ausente dos homens, ainda que não devamos esquecer que não é raro encontrar desertos e securas mortais em meio a multidões".

"Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti, disse-lhe , e ele respondeu, Quero estar onde a minha sombra estiver, se lá estiverem teus olhos".

Saramago, o foda.

E atenção >>> a primeira página do livro diz tudo: A Pilar.

Viva o amor!

Sem mais.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Era paz

É noite. Caminho nas ruas de Porto Alegre. Quando levanto a cabeça e olho o céu cinza com os galhos retorcidos das árvores, sorrio. A imagem emblemática foi uma espécie de pintura ao vivo. Era paz. Devia ter fotografado.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Apenas começando

Foram mais de duas horas no trânsito. Bastou descer do carro para cair um temporal. Dizem que a chuva trás boa sorte. No meu caso, altera apenas a estrutura capilar. Estacionamento e ingressos pagos. E dali em diante foram 3 horas de encantamento, caminhadas, estandes e literatura. Fui com a intenção de olhar, matar tempo, passear, conhecer, tentando não liquidar o restante de verba das férias. Mas ali dentro do Riocentro entre milhares de livros é impossível (pra não dizer irresistível) não comprar. Além de ser mais fácil encontrar o que se procura, a Bienal do Livro do Rio - diferente da Feira do Livro de Porto Alegre - é um lugar onde as editoras têm espaço. E assim, localizar obras que vão além da auto ajuda e dos mais vendidos fica fácil. Sem falar nos preços que realmente valem a pena. O desconto não é de 5 porcento e os saldões incluem até livros de artes plásticas. Ah mas nem tudo é perfeito, metade dos expositores eram voltados para a literatura infantil e infanto juvenil. Mas pensando bem, que bom né?! É importante que os "pitocos" de hoje se apaixonem e muito pelas palavras, afinal serão eles os leitores de amanhã.
A experiência foi maravilhosa e as sacolas saíram recheadas. É, parece que a chuva me trouxe boa sorte. E já começo a suspeitar que o meu caso de amor com o Rio de Janeiro está apenas começando... 

terça-feira, setembro 10, 2013

segunda-feira, setembro 02, 2013

Ainda me cura

Eu sonho com ele. Rimos. Ponho a cabeça em outras histórias. Sinto falta de papéis. Pequenos pedaços me dariam gozo. Monto casas. Com gosto.
Tenho dois fios visíveis de cabelos brancos.  E torná-los públicos é como ficar nua. Nem toda nudez será castigada. Gostei dos pelos - tão polemizados - na última playboy. Acho que a mulher não é um objeto industrializado, maquinado ou usurpado que precisa se moldar a padrões de moda, estética ou desejos sexuais (será?). Todas as 15 janelas, ou melhor, sacadas do prédio da frente estão no escuro. Sou notívaga. Deito tarde. Não temo o futuro. Ando assim, sonhando sem pretensões. Com a pele bronzeada e o coração louco por um novo mundo doudo de aventuras. Teu riso. Assim, surreal. Ainda me cura. 

sexta-feira, agosto 30, 2013

Passar roupa

Eu não sei vocês, mas me acalma. #estranho

domingo, agosto 25, 2013

terça-feira, agosto 20, 2013

Búzios, eu te amo!

Perdidamente apaixonada por este lugar. Agora te entendo Brigitte Bardot. 

terça-feira, agosto 13, 2013

A ligação

Gramado.
Massa italiana. De verdade. Com tudo que temos direito. Era de lamber os beiços.
Ríamos com a felicidade simples de ter saciado o prazer da gula.
O telefone toca. Cai.
Toca. Cai.
Toca mais um vez. Finalmente funciona.
A ligação é breve.
Era o que faltava. Era o parmesão fresco. Era a taça de vinho. Era a sobremesa.
A ligação era.
O futuro é. 
Agora não nos falta nada.

Feliz! 

quinta-feira, agosto 01, 2013

Surpreenda-me


Façam a seguinte experiência: entrem no google digitem a expressão "Surpreenda-me" ou o equivalente em inglês "Surprise me". Sabem quantas referências vocês obterão? Mais de 30 milhões. Surpreenda-me, pedem canções, poemas, blogs. Surpreenda-me, pedem-nos as pessoas em geral. Com boas razões.Temos uma tendência irresistível para cair na rotina, para repetir as mesmas coisas, para dizer o que já foi dito, para olhar o que já foi visto. Por que fazemos isso? Em primeiro lugar, por temor ao desconhecido; no fundo, bem no fundo, achamos que as surpresas em geral são desagradáveis e que temos de evitá-las. Em segundo lugar, por comodidade e preguiça. É mais fácil repetir a rotina. Isso até pode funcionar quando se trata, por exemplo, de um trabalho no qual a inovação não é fundamental; ai, "more of the same", mais da mesma coisa talvez seja inevitável. Mas quando falamos na relação a dois a coisa é completamente diferente. Qualquer paixão, por mais intensa que seja, acaba liquidada pela rotina. Muitos jovens sabem disso e se perguntam, inquietos: como renovar os sentimentos? Como redescobrir o amor a cada encontro? A resposta está no "surpreenda-me". Nenhuma novidade nisto: quem escreve contos, como eu, sabe que uma história bem-sucedida, a história que arrebatará o leitor, é aquela que guarda uma surpresa para o final. Mas as histórias de amor que vivemos na realidade não precisam esperar o final.
A surpresa pode aparecer a qualquer momento: um lugar diferente, uma viagem, uma frase, um gesto. Surpreender a pessoa amada é partilhar daquela emoção que tinham os antigos navegantes quando chegavam a um novo país. E, se navegar é preciso, surpreender também é preciso, para chegar ao país da duradoura paixão."

Moacyr Scliar

domingo, julho 28, 2013

Óh que dupla boa

A musa Letícia Sabatella e o namorado muso Fernando Alves Pinto. Lindos, legais e apaixonados por música! Deu nisso...
Paroupupti from Leticia Sabatella on Vimeo.

sábado, julho 20, 2013

Um voava, o outro não

Temei os que não nasceram para a aventura.
Temei os pobres de espírito.
Eles nunca terão o planeta terra como maior lembrança.
Joy rider, yes I am!
Agora entendo o desejo louco de traçar mapas e correr o mundo afora.
Aprovado! 

quarta-feira, julho 17, 2013

Cosmos na TV em 2014

A antiga série dos anos 80 voltou. Com tecnologia e mais conhecimento. Me perguntem um sonho?! Fazer algo como "Cosmos" na televisão.

The new trailer for COSMOS: A Space-Time Odyssey has been released! (Now with voice-over from Carl Sagan)



Coming in 2014.

‪#‎Space‬ ‪#‎COSMOS‬ ‪#‎CarlSagan‬ ‪#‎NeildeGrasseTyson‬ ‪#‎PaleBlueDot‬

sábado, julho 13, 2013

No dia do rock...


A minha homenagem para o gênero musical que salvou minha vida da mesmice de tudo. Obrigada papai pelo Elvis e Beatles, obrigada mamãe pelo Kiss, obrigada RS pelas bandas gaúchas, obrigada dindo pelo rock argentino, obrigada djs pelos pedidos atendidos, obrigada aos irmãos americanos que inventaram a guitarra, obrigada Vini pelo resto todo. ;)

quarta-feira, julho 10, 2013

Queria

Ter quinze anos e um futuro inútil pela frente.
QUERIA
desmaiar de emoção, morrer de tesão, viver pelo sempre.
Antes que me acusem de relapsa, confesso:
o que mais me dói é existir no ontem, não ter serventia
pra nada que não seja passado, dirigir a vida de costas.
Madame Zora garantiu que o problema é de signo,
o caranguejo, que só anda para os lados, e que sou bem assim,
fico tentando alcançar o futuro, contornando o presente. bobagem dela.
Não sei para onde ir, só isso. um dia, porém, acerto o passo, e encontro o caminho.
O importante é não ter sido inválida.

segunda-feira, julho 08, 2013

Life, a pulseira que lembra as berloqueiras da mamãe


Minha avó usava e a dinda também. Em casa fui criada ouvindo os barulhinhos dos berloques da mamãe. E hoje ao ver a pulseira Life me lembrei que sempre quis uma berloqueira com as coisas mais importantes e legais da minha vida. O berloque é um pingente, uma joia (você sabia que a palavra perdeu o acento?),  um simples detalhe que serve para contar história. A história de cada mulher. 

Se eu soubesse tinha pedido uns berloques de aniversário, agora que passou vou construir minha história, mesmo que ela não fique pendurada no meu pulso. Se bem que aquela chave com coraçãozinho é tão baratinha...

sexta-feira, julho 05, 2013

10.950 dias com ela

Não, não vou reclamar. Isso era uma certeza. Pelo menos no curso natural do sistema biológico, caso ele não fosse interrompido. Tinha que chegar. E chegou. Mas antes de falar "dela" - a minha nova idade -  é preciso falar de algo mais importante: "ela".
Ela me deu tombos. E muitos. E considero que eles vieram antes da hora. Mas a doença, a tristeza, o desamor não marcam data para chegar. E a cada queda eu percebi que ficava mais forte. "Aquilo que não me mata, me fortalece", já dizia o velho Nietzche. Aprendi a ter força na marra. Aprendi a lutar pelo que queria. Mas a luta não é só nas dificuldades mas sim quando encaramos desafios, novidades, até um relacionamento novo. Lembro que o meu primeiro emprego foi apenas para levantar grana para pagar a carteira de habilitação, aos 18 anos. Coisa que até hoje, não consigo assimilar como um grande feito na vida de uma pessoa. Não me sinto melhor nem pior que os outros por não ter determinada coordenação ou aptidão para algo na vida. Me falta disciplina. E sim, tem vezes que me envergonho de ter desistido dessa luta (aliás, foi a única em que fui entreguista). É importante nessa altura do campeonato reconhecer os próprios erros. Autocrítica na medida só nos faz crescer. Coragem menina, um dia você chega lá. 
Mas se não são os carros ou o esporte que me fascinam neste tempo todo, o que me encanta? Ou melhor o que "ela" me trouxe de bom?! Amigos, família, dinheiro, trabalho?! Não. Detalhes. "Ela" me trouxe os mais belos detalhes que uma garota poderia ter.
Música com ruído da agulha. Desde cedo minha casa era embalada por LP's no toca discos. A família reunida para o almoço. A espera angustiante pelo papai. O beijinho de boa noite e a mão de seda da mamãe. A hora do conto, as brincadeiras de lógica e memória, o riso de criança debaixo dos lençóis dos pais. A birra para não comer cebola. A falta de apetite. O quadro negro no quarto. A mão cheia de giz. O duro e traumático refluxo urinário que me deixou com apenas 1/2 do rim esquerdo. Pelo menos esse danado ainda funciona. Ufá.
Tudo se encaixava de forma perfeita no transcorrer das horas. A menina cresce. As Spice Girls. Os Beatles. O nome por causa do Elvis. E reparem: gostava de estudar. Ahhh quantas provas gabaritadas em história e literatura. O sonho de ser arqueóloga, pediatra ou historiadora. Tudo que a gente quer ser quando crescer é crescer. E de repente, lá estava eu, crescida. Entre a faculdade de fisioterapia ou de jornalismo. Mais uma vez os detalhes: A guria de voz grave, risonha e despojada que era líder de turma e andava de tênis adidas ouvindo Beastie Boys no walkmann organizava festas no colégio e até escreveu fanzines e jornais do centro acadêmico. Talvez os últimos anos na escola tenham definido meu destino profissional.  E a decisão foi ali, num 30 de julho qualquer enquanto chorava no colo da mãe. 
Desde então pensei que ser jornalista era ter o poder e a capacidade de mudar o mundo. Era um jeito de estar perto da História. E contar ela todos os dias. A visão romancista ainda mora no meu íntimo. Mas na prática, descobri que ser repórter é ser (mais uma vez) forte. Eu precisava ter a habilidade e o jogo de cintura para aguentar os prós e contras da profissão. Foi na rua. Nas chuvas, nos tiroteios, alagamentos, incêndios, descobertas cientificas, tragédias, carnavais. No dia a dia da reportagem que me tornei a profissional que sou. E o que sou?!  Sou ética, justa e verdadeira. 
Se me perguntarem: "o que a tua profissão te trouxe"? - Eu direi que a Verdade. E a descoberta de que "cada minuto pode ser o último".  
E foi e é por causa disso que valorizo mais e mais o Cosmos e o AMOR. O sentimento que não existe se não for real.. Não se encontra nas prateleiras e nem a ciência explica. Apenas sentimos. Simples assim. Eu acredito que o amor é detalhe. Jazz, arte, boa comida, admiração, livros, auroras boreais, banho de mar, astronomia, festas, cumplicidade, museus, cheiro de mato, gols, dança, velas, poesia, roupa limpa, cartas, aroma de infância, devoção, lugares novos, respeito e gente que me fascina. Isso é o amor. E se eu contar quem me fascina, fica fácil: amor é meu pai, minha mãe, meu Preto, minha família, meus afilhados e alguns bons e poucos amigos e amigas que conquistei pelo caminho.
Isso é amor. E sei bem porque cheguei ao 30 anos com tudo que tive direito: amando e sendo amada! Então, seus moleques, sejam bem vindos, porque bem vividos vocês já foram. Conclui: a idade - realmente - só melhora a gente. 
Afinal, graças a cada célula morta é que tenho "ela": minha apaixonante vida! E desde 5 de julho de 1983 dividimos 10 mil 950 dias de grandes histórias, algumas dores e muito, muito AMOR!

quinta-feira, julho 04, 2013

quarta-feira, julho 03, 2013