quarta-feira, setembro 05, 2007

Dois

a paixão pelo vento era a única coisa que tinham em comum,

porque no mais eram radicalmente diferentes:

ele sempre ia pela esquerda, ela pela direita

ele de radinho, ela só de touca,

ele de tênis, ela de salto-alto,

um de canivete, outro de estilingue,

uma preta, outro branco,

os dois de braços abertos no topo do mundo,

os dois preparando para dar o bote

os dois lutando contra o relógio antes de saltar

os dois cara a cara, frente a frente, de mãos dadas

e mesmo que reste apenas um para contar a história,

eram dois, sempre dois.

3 comentários:

juky disse...

LINDO!!!

pree disse...

Tb acho!

maurício disse...

encontrei meu lugar no mundo. tenho certeza.