domingo, janeiro 27, 2019

2017, 2018, eis 2019

Oi!
Quantas chuvas aconteceram, quantas vezes o sol se pôs desde a última vez que você e eu estivemos por aqui?
Gira o mundo, veio o vento.
Nasceram mais dois blogs.
E um filho:
Vicente.
O mundo faz sentido e escrever também.


quinta-feira, abril 14, 2016

domingo, abril 10, 2016

Filme: A juventude

Primeiro foi um trabalho de convencimento para que meu companheiro de cinema aceitasse o convite.  Às vezes, as pessoas têm uma certa resistência em ver/conhecer/ouvir algo que sequer sabem o que é. Mas nesse caso, depois de duas palavras, lá estávamos nós indo pro Cine Jóia. Uma dessas salas pequenas, intimistas, quase raras. E que pra salvação da colheita, só exibem filmes que estão fora do circuito das grandes salas de blockbusters. Pra resumir, muitos filmes europeus e latino americanos. Delírio dessa moça aqui! :)

Foi numa dessas sessões, com no máximo 15 pessoas na sala, que fiquei tomada pela emoção provocada entre cenas de riso e tristeza . O filme do diretor italiano Paolo Sorrentino, conta uma história de amizade e os dilemas da terceira idade, com muita sacada boa. E detalhe: sem ser clichê ou penoso. Pelo contrário, os personagens centrais são complexos, assim como os coadjuvantes, que até em poucas frases são capazes de provocar profundas reflexões em quem assiste.

Como não gosto de ser spoiler, não contarei a trama do filme, quem curte uma fotografia bonita, com excelentes atores, roteiro original e aquela sensação de uma leveza e questionamento ao sair do cinema, vá assistir A Juventude. Michael Kane, Harvel Keitel e Paul Dano estão demais.  


quarta-feira, março 23, 2016

quarta-feira, junho 10, 2015

quinta-feira, abril 23, 2015

Invasão

Eu gosto do metrô: esqueço dos mundos e invado livros. / É o nosso momento íntimo. Meu e das palavras alheias. ‪#‎priscillismos‬

segunda-feira, abril 20, 2015

Borboleta

Avenida Atlântica
Carros, prédios, pessoas, suor
E no meio daquilo tudo, vejo uma borboleta num amarelo quase esbranquiçado
que insistia em voar contra o vento.
E vencia dele!
É, a vida tem mostrando muita beleza e poesia

terça-feira, abril 14, 2015

Sonho

Sonhei com uma chuva de estrelas cadentes. Eram centenas. Ao mesmo tempo, minha mãe sorria de alegria, ao me ver pela janela. Duas belezas numa única dormida: a infinita graça do Cosmos e um jeitinho de matar as saudades dela.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

segunda-feira, outubro 20, 2014

Psicodelia, nova

Quinze

Tem o amor.
Tem o horror.

A guerra e paz de nossas células.
Cada segundo parece uma década.

Disciplina.
Onde estás?!


terça-feira, julho 15, 2014

O cuidado

Era na Érico Veríssimo
Sentada do lado direito do carro
Eu via aquela simpática plantinha na janela do 3º andar
Todo dia. Sempre igual.
Ela: verde, pequenina, parecia dançar dentro do vaso
Eu: quieta, com o olhar vidrado, feliz
Ambas: com a certeza que alguém cuidava dela.

quinta-feira, maio 22, 2014

Zero Vinte Um



Tem dessas coisas...
Beleza
Tristeza
Sol
Areia
Floresta tropical
Asfalto
Bangu
Baixada
&
Barra

E nós dois na contramão do tempo
Acordando e olhando para o mar
E no meio da caótica cidade
Nossa paz é nosso lar
Copa/remos!

Com amor,

Para os olhos negros mais lindos que já Vi.

quarta-feira, maio 21, 2014

terça-feira, maio 20, 2014

Sonho

Não vejo o tempo passar
Prefiro a vida sonhada
Iludida
Do que o fatalismo
De não ter sido utópica
Love me tender, love me sweet
All my dreams fullfield

sexta-feira, maio 16, 2014

Onde estão?

Os destemidos.
Os embriagados.
Os devotos.
E perdidamente apaixonados.
Se foram.
Nos abandonaram.
Felizes os desleais, pois não sentem falta 
Do louco amor.

Priscilla Casagrande

terça-feira, maio 13, 2014

segunda-feira, maio 05, 2014

Vida?!

Acordar, comer, trabalhar, dormir.

Não vejo propósito na sobrevivência.

Anseio a vida!

sábado, março 15, 2014

quarta-feira, março 12, 2014

Volta

Depois da mudança
Adaptação
E muita letargia
Voltei

Palavras não podem ficar
Engasgadas na garganta

Sinto.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Nunca

Centenas de comandas. Festa. A vontade de dançar até o dia amanhecer.
Mas naquele 27 de janeiro de 2013 o sol não apareceu. Os raios ficaram congelados entre a primeira gota de orvalho que teimosamente não beijou o dia. Tudo era  noite, numa madrugada de verão que se estende até hoje. Pelo menos para uma cidade. O céu claro estava escuro, mesmo com a rotação da terra, mesmo com o passar das horas. A escuridão era mais que a fumaça. E ia além da boate.  
Os olhos fechados estavam inchados de lágrimas. Dentro do ginásio, gritos não eram de gols. Desde então,o movimento do mundo, o tic tac do relógio, o frágil equilibrio da sobrevivência,  simplesmete tudo isso parou. Desde então, ao invés de ficar mais forte, simplesmente percebi que sou - ou melhor  somos - seres tão frágeis.
Foram muito mais do que 20 dias de dor. Cobrindo as mortes, a revolta, a tragédia. Basta fechar os olhos e quem esteve ou está lá revive tudo isso até hoje. Mas essa dor é um grão de areia  perto do sofrimento de pais, mães, irmãos, irmãs, maridos e mulheres. A dor deles nunca vai passar, é um crescente de saudade, melancolia, solidão. É aquela  dor que nos priva do cheiro, que nos aprisiona sem ter um olhar, que nos mata com a falta de um toque, é a dor do nunca*, que invalida o corpo, que anestesia a alma e que dia a dia nós deixa ainda mais longe do melhor que temos: o amor de um filho.
Não há justiça que traga sorrisos de volta.
Não há máquina do tempo que nos faça dizer o que calamos.
O sentido da vida simplesmente é a existência. 
A eternidade nos escapa.  
Não há justificativa para o que aconteceu. 
Não há resposta para a negligência, o capitalismo, a louca e insana sociedade do lucro, dos números. Cheques, extintores, audiência, compras, ligações, o mundo gira gira gira e quando pára é por causa de uma tragédia.  
Eu não acredito em Destino
E nessas suas escritas precoces para 242 vidas
Tudo que é possível se apaga.

* Lembro do final do livro a Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery, quando não conseguia descrever o que é a morte de quem amamos. Simplesmente lia esse trecho:

"Pela primeira vez na vida muitos sentiram o significado da palavra nunca. É terrível. A gente pronuncia essa palavra cem vezes por dia, mas não sabe o que diz antes de ter sido confrontado com um verdadeiro 'nunca mais'.
Afinal temos a ilusão de que controlamos o que acontece; nada nos parece definitivo.
Mas quando morre alguém que gostamos, então posso dizer que sentimos  o que isso significa e que dói muito, muito, muito. É como um fogo de artifício que se apaga de repente e tudo fica  negro. Sinto-me  só, doente, com dor no coração e cada movimento me custa esforços colossais.
Refletindo sobre isso, esta noite, com o coração e o estômago em migalhas, pensei que, afinal talvez seja isso a vida: muito desespero, mas também alguns momentos de beleza em que o tempo não é mais o mesmo. É como se as notas de música fizessem uma espécie de parênteses no tempo, uma suspensão, um alhures aqui mesmo, um sempre no nunca.
Sim, é isso. Um sempre no nunca".