sábado, março 15, 2014

quarta-feira, março 12, 2014

Volta

Depois da mudança
Adaptação
E muita letargia
Voltei

Palavras não podem ficar
Engasgadas na garganta

Sinto.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Nunca

Centenas de comandas. Festa. A vontade de dançar até o dia amanhecer.
Mas naquele 27 de janeiro de 2013 o sol não apareceu. Os raios ficaram congelados entre a primeira gota de orvalho que teimosamente não beijou o dia. Tudo era  noite, numa madrugada de verão que se estende até hoje. Pelo menos para uma cidade. O céu claro estava escuro, mesmo com a rotação da terra, mesmo com o passar das horas. A escuridão era mais que a fumaça. E ia além da boate.  
Os olhos fechados estavam inchados de lágrimas. Dentro do ginásio, gritos não eram de gols. Desde então,o movimento do mundo, o tic tac do relógio, o frágil equilibrio da sobrevivência,  simplesmete tudo isso parou. Desde então, ao invés de ficar mais forte, simplesmente percebi que sou - ou melhor  somos - seres tão frágeis.
Foram muito mais do que 20 dias de dor. Cobrindo as mortes, a revolta, a tragédia. Basta fechar os olhos e quem esteve ou está lá revive tudo isso até hoje. Mas essa dor é um grão de areia  perto do sofrimento de pais, mães, irmãos, irmãs, maridos e mulheres. A dor deles nunca vai passar, é um crescente de saudade, melancolia, solidão. É aquela  dor que nos priva do cheiro, que nos aprisiona sem ter um olhar, que nos mata com a falta de um toque, é a dor do nunca*, que invalida o corpo, que anestesia a alma e que dia a dia nós deixa ainda mais longe do melhor que temos: o amor de um filho.
Não há justiça que traga sorrisos de volta.
Não há máquina do tempo que nos faça dizer o que calamos.
O sentido da vida simplesmente é a existência. 
A eternidade nos escapa.  
Não há justificativa para o que aconteceu. 
Não há resposta para a negligência, o capitalismo, a louca e insana sociedade do lucro, dos números. Cheques, extintores, audiência, compras, ligações, o mundo gira gira gira e quando pára é por causa de uma tragédia.  
Eu não acredito em Destino
E nessas suas escritas precoces para 242 vidas
Tudo que é possível se apaga.

* Lembro do final do livro a Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery, quando não conseguia descrever o que é a morte de quem amamos. Simplesmente lia esse trecho:

"Pela primeira vez na vida muitos sentiram o significado da palavra nunca. É terrível. A gente pronuncia essa palavra cem vezes por dia, mas não sabe o que diz antes de ter sido confrontado com um verdadeiro 'nunca mais'.
Afinal temos a ilusão de que controlamos o que acontece; nada nos parece definitivo.
Mas quando morre alguém que gostamos, então posso dizer que sentimos  o que isso significa e que dói muito, muito, muito. É como um fogo de artifício que se apaga de repente e tudo fica  negro. Sinto-me  só, doente, com dor no coração e cada movimento me custa esforços colossais.
Refletindo sobre isso, esta noite, com o coração e o estômago em migalhas, pensei que, afinal talvez seja isso a vida: muito desespero, mas também alguns momentos de beleza em que o tempo não é mais o mesmo. É como se as notas de música fizessem uma espécie de parênteses no tempo, uma suspensão, um alhures aqui mesmo, um sempre no nunca.
Sim, é isso. Um sempre no nunca".

domingo, novembro 17, 2013

Starstuff



"The nitrogen in our DNA, the calcium in our teeth, the iron in our blood, the carbon in our apple pies were made in the interiors of collapsing stars. We are made of starstuff" - Carl Sagan.

quarta-feira, novembro 06, 2013

Quando alguém te radiografa a alma

Apesar do jeito duro. Turrona.  Alguém disse com propriedade isso: Tu é de uma lealdade constrangedora. Sendo capaz de gestos de carinho e consideração e distinção ao próximo (os próximos que elege mediante rigorosa seleção ética, não moral, mas ética) que derreteriam até o coração de Nero,  Átila e (talvez) do Hitler.

sábado, outubro 26, 2013

Zine XXX


A casa sempre termina num 4. A soma de todos os medos, ou certezas. Um lugar gigante. Pessoas são baratas, baratas são ratos, ratos são pombas. Houve um tempo de incertezas. E ele era bonito. Dois grandes olhos negros. Os cílios piscando numa velocidade frenética. A medida das horas se passava ali. Em cada piscar. Mas os olhos foram ficando arenosos, pesados. Stairway to heaven na vitrola. Tudo que ele escreve provoca uma avalanche de sentimentos póstumos. Deviam proibir os caras que escrevem bem de maneira tão autoral, passional, de publicar, postar, mandar emails. É uma covardia com os outros. Meros mortais movidos a malte e sem nenhum empaticismo. Losing my religion (again).

terça-feira, outubro 15, 2013

Alô polícia...



Alô,Alô Polícia!
Polícia pode vir
Polícia Belford Roxo, de Duque de Caxias
Polícia Madureira, polícia Deodoro
São Cristóvão, Bonsucesso, da Benfica
Da Pavuna, da Tijuca, de Quintino, do Catete, Grajaú
Polícia do Flamengo, Polícia Botafogo, da Barra da Tijuca
Polícia, Polícia, Polícia, Polícia pode vir

:)

RUMO AO RIO!

sábado, outubro 12, 2013

quarta-feira, outubro 09, 2013

Never be a spectator of unfairness or stupidity


"Não confie na compaixão; prefira a dignidade para você e para os outros. Não tema ser considerado arrogante ou egoísta. Olhe todos os experts como se eles fossem mamíferos. Nunca seja um espectador da injustiça e da estupidez. Procure o debate e a discussão por eles mesmos; o túmulo fornecerá muito tempo para o silêncio.” - Do mestre Christopher Hitchens. 

sábado, outubro 05, 2013

E o tal filme da Mulher Maravilha nunca sairá?!

Um dia quem sabe um estúdio toma vergonha na cara e faz um filme digno dessa heroína tão maravilhosa! Wonder Woman sempre é renegada porque roteiristas e diretores não sabem, ou melhor, não querem aproximar a fantasia da realidade.

sexta-feira, outubro 04, 2013

Meu pai sabe das coisas :)

They won't leave in the night, I've no fear that they might desert me!

quinta-feira, outubro 03, 2013

"Porque, pra nós dois, qualquer equação dá zero, porque perdemos pra caralho, porque também ganhamos, ainda que a soma seja sempre o empate".

A vida. Velha vida.

segunda-feira, setembro 30, 2013

quinta-feira, setembro 19, 2013

O evangelho segundo Jesus Cristo



"Deserto é tudo quanto esteja ausente dos homens, ainda que não devamos esquecer que não é raro encontrar desertos e securas mortais em meio a multidões".

"Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti, disse-lhe , e ele respondeu, Quero estar onde a minha sombra estiver, se lá estiverem teus olhos".

Saramago, o foda.

E atenção >>> a primeira página do livro diz tudo: A Pilar.

Viva o amor!

Sem mais.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Era paz

É noite. Caminho nas ruas de Porto Alegre. Quando levanto a cabeça e olho o céu cinza com os galhos retorcidos das árvores, sorrio. A imagem emblemática foi uma espécie de pintura ao vivo. Era paz. Devia ter fotografado.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Apenas começando

Foram mais de duas horas no trânsito. Bastou descer do carro para cair um temporal. Dizem que a chuva trás boa sorte. No meu caso, altera apenas a estrutura capilar. Estacionamento e ingressos pagos. E dali em diante foram 3 horas de encantamento, caminhadas, estandes e literatura. Fui com a intenção de olhar, matar tempo, passear, conhecer, tentando não liquidar o restante de verba das férias. Mas ali dentro do Riocentro entre milhares de livros é impossível (pra não dizer irresistível) não comprar. Além de ser mais fácil encontrar o que se procura, a Bienal do Livro do Rio - diferente da Feira do Livro de Porto Alegre - é um lugar onde as editoras têm espaço. E assim, localizar obras que vão além da auto ajuda e dos mais vendidos fica fácil. Sem falar nos preços que realmente valem a pena. O desconto não é de 5 porcento e os saldões incluem até livros de artes plásticas. Ah mas nem tudo é perfeito, metade dos expositores eram voltados para a literatura infantil e infanto juvenil. Mas pensando bem, que bom né?! É importante que os "pitocos" de hoje se apaixonem e muito pelas palavras, afinal serão eles os leitores de amanhã.
A experiência foi maravilhosa e as sacolas saíram recheadas. É, parece que a chuva me trouxe boa sorte. E já começo a suspeitar que o meu caso de amor com o Rio de Janeiro está apenas começando... 

terça-feira, setembro 10, 2013

segunda-feira, setembro 02, 2013

Ainda me cura

Eu sonho com ele. Rimos. Ponho a cabeça em outras histórias. Sinto falta de papéis. Pequenos pedaços me dariam gozo. Monto casas. Com gosto.
Tenho dois fios visíveis de cabelos brancos.  E torná-los públicos é como ficar nua. Nem toda nudez será castigada. Gostei dos pelos - tão polemizados - na última playboy. Acho que a mulher não é um objeto industrializado, maquinado ou usurpado que precisa se moldar a padrões de moda, estética ou desejos sexuais (será?). Todas as 15 janelas, ou melhor, sacadas do prédio da frente estão no escuro. Sou notívaga. Deito tarde. Não temo o futuro. Ando assim, sonhando sem pretensões. Com a pele bronzeada e o coração louco por um novo mundo doudo de aventuras. Teu riso. Assim, surreal. Ainda me cura. 

sexta-feira, agosto 30, 2013

Passar roupa

Eu não sei vocês, mas me acalma. #estranho

domingo, agosto 25, 2013

terça-feira, agosto 20, 2013

Búzios, eu te amo!

Perdidamente apaixonada por este lugar. Agora te entendo Brigitte Bardot.