segunda-feira, janeiro 23, 2006

Porque a arte faz bem aos olhos, e ao coração!

As férias começaram só na minha mente, pois como alguns sabem, tive que trabalhar na segunda, é f*** ser bom no que se faz e ter é claro, comprometimento com seu cargo, mas enfim...
Como muitos sabem tenho paixões pelo mundo da música, da literatura e dos filmes, sem esquecer é claro das artes plásticas, mas esse ponto eu sempre deixo de lado dos meus devaneios "bloguísticos" por não conhecer profundamente do assunto. Entretanto, nesse final de semana tava lendo uns livros de arte, outros de flores, mais um do meu amado alemão, o Goethe, e de repente achei um de pintores. Tá, na verdade não fiquei lendo porque prefiro admirar as imagens, mesmo com o meu inglês permitindo uma leitura dinâmica eu não quis deixar de regozijar meus olhos nos belos traços de artistas como Sir Lawrence Alma-Tadema e John Singer Sargent. O primeiro, Alma-Tadema era um bretão bacana que viveu durante o período do neoclassicismo. Ficou conhecido por retratar a era Vitoriana, e sempre colocou em suas pinturas uma pitada de erotismo ligado a beleza das formas perfeitas. Já o segundo, Sargent, pelo que me consta era um norte-americano, mas como não li o pequenino livreto de portraits que achei por completo não posso dizer muito sobre ambos pintores. O único grande cara que eu sei muito, tirando os Picassos, Monets e Renoirs da vida é o Norman Rockwell, mas esse já é digno de uma outra história!
Com vocês duas capas de dois ambicionados livrinhos...ai como eu gosto disso!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Toc-toc-toc? Sim, quem é? As suas Férias, Priscilla!

Opááááá, podem entrar feriócas!!! Uhuuu, sejam muito bem vindas!

Queridíssimos, a WONDER Inc. informa que no período de 23/01 à 07/02 estaremos temporariamente fechados. As atividades serão retomadas no próximo mês. Entretanto, poderemos fazer intervenções sem comprometimeto durante o período de férias da nossa princesa amazona e administradora deste blog.

Um abraço com muito protetor solar e que o mundo do patriarcado sobreviva a nossa ausência, estamos retornando à Themyscira.

Um beijo,
Pree, ops Wonder Pree.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Mais derretidos que picolé de uva...

É meus neurônios já estão no pauzinho...hihihi, por isso, wonderlicious people deixo com vocês o texto da minha colunista preferida: Cláudia Laitano*.
Monotemáticos
No ônibus, no táxi, no elevador - principalmente no elevador, sempre no elevador - não existe outro assunto. À beira da piscina, no caminho para o trabalho, no caixa da farmácia. Entrando ou saindo do restaurante, na portaria do edifício, na fila do açougue. Nos chats, nos blogs, nos post-its, em todos os programas de rádio. Entre amigos e desconhecidos, entre vizinhos e colegas de trabalho - principalmente entre colegas de trabalho, sempre entre colegas de trabalho.
Ninguém fala mal do governo, ninguém discute futebol, nem as gostosas do Big Brother são assunto. Nada de "oi, como vai", "e aí, beleza?", "mas que tal?". Vai-se direto ao assunto - ao único assunto, ao inescapável assunto. O general se matou, a Angelina engravidou, o Mick Jagger vai cantar de graça em Copacabana e o Oasis pode vir a Porto Alegre, mas nada disso interessa. O preço da gasolina, o IPTU, o IPVA, a lista de material escolar para comprar - tudo isso incomoda, mas não tanto, ou pelo menos não durante todas as 48 horas de um dia de verão em Porto Alegre. O calorão, o forno a céu aberto, a canícula (que parece nome de instrumento de tortura, e é) - é só disso que se fala na cidade. Ou meu cérebro já foi afetado?
O inferno meteorológico que ocupou todas as conversas nos últimos dias não é exatamente democrático em seus efeitos. O senhor de fatiota que passa o dia desfrutando o silêncio refrescante de um split 20.000 BTUs e a mocinha de minissaia que distribui folhetos no cruzamento da Silva Só com a Ipiranga têm percepções bem diferentes do calor. Mas se o mesmo frio que mata indigentes não faz nem cosquinha em quem tem sapato novo e casaco de lã, o calor, de um jeito ou de outro, acaba incomodando todo mundo - nem que seja naquele breve intervalo no caminho entre dois ares-condicionados. Porque nem o Tio Patinhas e todas as suas moedinhas agüentam ficar respirando o ar refrigerado da caixa-forte o dia inteiro. Todo mundo precisa de um raiozinho de sol de vez em quando - e aí... pá!, lá vem o calorão, e com ele o assunto para as próximas 217 viagens de elevador.
* Cláudia Laitano escreve bem pra cacet* e todo sábado é a colunista da página 3 da ZH.
Ela, pra mim, é a melhor de todos os colunistas do nosso folhetim, um luxo. Outro dia coloco o texto antigo, mas pra Nega aqui sempre verdadeiro chamado A Finlandesa (minha cara!).

sexta-feira, janeiro 13, 2006

13:03

- Negrinha, tu sabe né?
- Sei!
- Sabe naaaada!
- Sei sim...
- Não!
- Sim, Não?!
Trim –trim- trim-trim
- Alguém atendeeee!
- Atende ai então.
- Tá bom!
- Beijinho
- Beijo

quinta-feira, janeiro 12, 2006

É, é tudo uma questão de sobrevivência!

E só agora me caiu a ficha...tsc,tsc,tsc!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

“My hardly occupation... stealling other womens man”

Se eu pudesse descrevê-la diria perigosa. Sim, ela cantando é um perigo, e um problema, pois é impossível não se apaixonar pela meiguice e pelo o bom humor refinado de Blossom Dearie. Com suas lentes gigantescas suas letras engraçadinhas e com uma voz delicadíssima Blossom parece ser uma branquela estranha no jazz. E é. Com uma musicalidade diferente e tocando aquele piano bem pra caral**** ela se diferencia das cantoras cool e sexies de sua geração.
Blossom, para mim é especial, ela e eu cantamos DEED I DO para o same Honey e isso eu só posso dividir com ela e com mais ninguém, ok, até que a espertinha da Diana Krall se deu bem na tentativa, mas só porque eu ainda não sei tocar piano...humpf!
Mas falando sério, a loirinha por detrás dos óculos gravou seus melhores “jazzes” pela Verve e pela Capitol, duas das maiores gravadoras do gênero no mundo! Blossom é tão única em seu ramo que a mesma foi uma das poucas que conquistou a admiração de figurões do jazz, como o Todo-Poderoso Miles Davis e Gil Evas (que segundo “boatos” pediam dicas para arranjos, pode?!) É, Blossom is Blossom, e é por isso que eu e ela cantamos o mesmo refrão na melhor das melhores de suas composições, Blossom´s Blues de 1959: “ My hardly occupation, stealling other womens man...i´m a evil, evil woman, but I wanna do a man some good”.
E temos dito!

Segue a capa de um dos inebriantes cds de Blossom:

terça-feira, janeiro 10, 2006

Pra matar as saudades...

Afinal eu ainda não coloquei nenhum soneto aqui em 2006.
E se é para começar o ano em grande estilo, vou postar
minha poetisa favorita, com vocês: Florbela Espanca.

RÚSTICA

Ser a moça mais linda do povoado,
Pisar, sempre contente, o mesmo trilho,
Ver descer sobre o ninho aconchegado
A bênção do Senhor em cada filho.

Um vestido de chita bem lavado,
Cheirando a alfazema e a tomilho...
Com o luar matar a sede ao gado,
Dar às pombas o sol num grão de milho...

Ser pura como a água da cisterna,
Ter confiança numa vida eterna
Quando descer à "terra da verdade"...

Meu Deus, dai-me esta calma, esta pobreza!
Dou por elas meu trono de Princesa,
E todos os meus Reinos de Ansiedade.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Boa troca, Brad!

Com certeza um dos melhores casais do cinema!



Insanos e lindos!

sexta-feira, janeiro 06, 2006

DESCOMPOSTA!

É capô, é cerveja, formatura, Hollywood...
6° dia do ano e já tô ai na atividade!
2006 não promete, 2006 já é!
Um baita final de semana pra vcs,
Beijocas sedentas pela praia!

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Quem não a-d-o-r-a um capô? Heim? Heim? Heim?

Tô dentro, opss, quer dizer tô fora! (hihihi)

terça-feira, janeiro 03, 2006

Foi?! não foi... foi, sim!

Ao som de Rob Sinclair e seu Love Generation me pilho a questionar ou melhor falar sobre o ano que passou: 2005. Como disse Martha Medeiros em sua coluna ele não foi fácil. Pela primeira vez concordo com a moçona do Caderno Donna e faço do olho dela o meu: "Devemos muito a este ano que passou. Ninguém saiu dele do mesmo jeito que entrou. Estamos mais maduros e conscientes".
Concordo, pelo menos aqui no lado Wonder da força o ano foi de escoriações e ferimentos leves, mas tudo bem – ou quase – cicatrizado.
2005 foi intenso, decepcionante, destruidor, seu Tsunami não passou apenas pela Indonésia, outras tormentas afetaram a nossa política e a torre de babel começou a desmoronar. Porém, como é de praxe nesse país tão lindo e injusto, os culpados estão livres, leves e soltos. Política...vivo dela, mas não consigo entendê-la. Desilusões, ah essa parte não tange apenas aos corações dos feridos e iludidos. O amor nunca tinha demonstrado sua face tão egoísta, rasa e desumana. Angústias vindas sabe se lá de que maldito lugar tomaram conta de muita gente e segundo os astrólogos todas as mudanças, as rupturas e reformulações estavam programadas para 2005. (porque não nos disseram antes???).
O ano não foi fácil mesmo, mas não foi ruim, foi difícil, e difícil lembra que encontramos, ou melhor, que eu encontrei dificuldades e obstáculos que, por incrível que pareça, sem os braceletes e sem o laço da verdade eu superei um a um.
Desafios de caráter intelectual, profissional, sentimental, tudo ali com média alta, nota 10, tudo resolvido, solucionado, conquistado, com muito esforço é claro, mas sempre com convicção. O papo de ter fé pode parecer bem clichezão, mas tenho certeza que depois da sinceridade essa é uma das minhas maiores qualidades: a fé.
Sempre que acredito em algo tenho a certeza de que dará certo. Isso foi no TCC, uma grande loucura que provou pra quem quiser ler e reler – que a Priscilla aqui escreve bem pra cara*** e além de tudo é boa pra chuchu na arte de pesquisar. O resultado foi melhor que o esperado e só me faz querer ter e saber mais...quem sabe?! Outra vitória foi o diploma, ufis, 4 anos corridos, puxados, apimentados e com grandes certezas: o jornalismo é uma grande fábrica de bonecas pintadas ou de pessoas reais que expressam no sorriso e na lealdade a fé na espécie humana. Mas isso, caríssimos, são os ossos do oficio, enquanto alguns fazem apenas o trabalho burocrático, outros sonham alto e compartilham suas idéias e aprendizados, esses, podem de ser chamados de Toms Wolfes, Trumans Capotes, Cibeles , Andressas, Andrés, Gustavos, Sabrinas, etc, etc, etc...
Mas o ano também foi de reconhecimento, de gente nova crescendo como profissional, assinando matéria, assinando boletim, assinando revista, produzindo documentário, produzindo impressos, porém travando sonhos, sonhos que agora podem parar no dial, mas como a era é digital é só esperar a idéia ficar madura para poder temperar a vida de muita gente por aí.
No quesito pessoas, esse ano foi bom pacas, amigas (as poucas e de fé) sempre levantando o meu astral em festas, caminhadas, feirinhas, restaurantes, fofocas telefônicas, etc, etc, etc.. não posso reclamar das lindas ninfas que Deus colocou no meu caminho! Já os meninos, hum...meninos não, desses eu quero distância,. Agora se eu for falar dos meus amigos homens esses eu quero sempre por perto. Publicitários, jornalistas, balzaquianos, filósofos, advogados, queridos, todos assim seres que fazem a minha vida ter muito mais graça!
No mais, vamos dizer que nem tudo foi tão chato e triste e melancólico em 2005, pois se eu não tivesse sobrevivido a ele eu jamais teria o gostinho de quero mais em 2006. Agora como diz o bebumzão do Zeca Pagodinho: Deixa a vida me levar, vida leva eu! E graças a Zeus a "PTzada" tomou na cara...bem feitinhooo!

As 5 piores coisas de 2005:

- O mês de Junho
- A inexistência de museus e cinemas e parques e vida "nighter" e "nicer" e "cultural" em NH.
- Calypso e derivados
- Não ter visto Madeleine Peyroux em Porto Alegre
- Os 2 filhos do Francisco, o Francisco e toda a Família dele...

As 5 melhores coisas de 2005:

- Meu 10 na Monografia!
- O documentário mais lindo sobre rap no RS: o meu!
- As pistas de dança e os porres com as "nininas"
- Guarda do Embaú
- Meu salário!

Foi 2005!
Feliz 2006!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Boa segunda, bom trabalho, bom 2006!

E se é pra começar o ano novo em alto astral vamos ouvir e ler a bem intencionada e super "direcionada" letra das gatonas do PCD em Dont Cha (e o recado tá dado!). Eu simplesmente amo a música, o clipe, e a batida desse som...ótimo praquele "trio" ir pro dancefloor!

Dont Cha (Pussycat Dolls)

I know you like me (I know you like me)
I know you do (I know you do)
Thats why whenever I come around shes all over you
And I know you want it (I know you want it)
It's easy to see (it's easy to see)
And in the back of your mind I know you should be home with me

Dont cha wish your girlfriend was hot like me
Dont cha wish your girlfriend was a freak like me
Dont cha, dont cha
Dont cha wish your girlfriend was raw like me
Dont cha wish your girlfriend was fun like me
Dont cha, dont cha

Fight the feeling (fight the feeling)
Leave it alone (leave it alone)
Cause if it aint love It just aint enough to leave a happy home
Let's keep it friendly (let's keep it friendly)
You have to play fair (you have to play fair)
See, I dont care But I know she aint gon' wanna share

Dont cha wish your girlfriend was hot like me
Dont cha wish your girlfriend was a freak like me
Dont cha, dont cha, baby
Dont cha wish your girlfriend was raw like me
Dont cha wish your girlfriend was fun like me
Dont cha, dont cha

See, I know she loves you (I know she loves you)
I understand (I understand)
I'd probably be just as crazy about you If you were my own man
Maybe next lifetime (maybe next lifetime)
Possibly (possibly)
Until then, Oh friend your'e secret is safe with me

sexta-feira, dezembro 30, 2005

VAZA 2005!

E leva contigo todas as tuas mazelas, magrelas,
gente feia e mal amada que anda por aí!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Filmes

De repente...

Pra variar nos finais de semana com feriado eu preparo a sala, a pipoca e o dvd e pimba, faço as sessões “Vivendo a cinefila vida de Silvio Pilau por instantes” e é claro, assisto filmes.
Nesse final de semana, foram dois, um bom e outro ótimo. O primeiro chama-se “De repente é amor”, com o gatérrimo do Asthon Kutcher (sim o carinha que namora a Demi e que parece com um..bem..deixa assim, é ex mesmo!).O filme é bom, bem bom, mas não recomendo para quem está na entre-safra (like me!). Mas enfim, histórias de amor, com encontros e desencontros bem que fazem o tipo de quase todo mundo. Amores que vão e vem, pessoas que não conseguimos deixar ir (e que eu não saio de perto, nem por decreto...), enfim, o amor tem dessas coisas, estranhas coisas, estranhas ( e maravihosas!).



É fantástico, ops, fantástica...

Já o outro filme que eu vi, esse sim, fez eu rir muito, muito, muito. Ficou tão bom quanto o primeiro e tinha o amor da minha vida, a minha paixão platônica vitalícia, o senhor melhor ator dos últimos anos: JOHNNY DEPP.
Sim, é dele e de seu caricato Willy Wonka que me refiro no remake de A Fantástica de Chocolates. O filme é todo uma delícia, além de contar com as geniais idéias baseadas no livro de Roald Dahl e é claro que o filme é bom, a direção de Tim Burton é ótima e o sarcasmo seguido de palhaçada do personagem de Depp ajuda muito.
Vale muito a pena!
Maravilhas de Chocolates!





terça-feira, dezembro 27, 2005

Eu tenho vocês não teeeemmm!



Que presente LINDO de natal heim??? Com selinho (uhum)
da DC e tudo!

Luv uuuuuu!

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Werther em Goethe, Priscilla em 23/12/2005

"Quantas vezes tenho de ninar o meu sangue revolto até acalmá-lo...Tu sabes que não existe no mundo nada tão instável e tão inquieto quanto o meu coração".

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Pipipipipipipipipipipi!

E falem com a minha mão óh!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

TPM, OPN, M&Ms...

Ai, ai, ai!

(hihihi)

terça-feira, dezembro 20, 2005

De peito aberto

Amigo secreto da firma* (adorei o termo, Chocolate!) foi bom pra cac*t*. Chefe, amigos, amigas, chopp (litros e litros), churras de prima, brownie e um presente que eu queria muito: óóóóóbvio, um livro (made in Botequim...todo lindo!!!). Tem coisa melhor que rir com os colegas que todo santo dia te enchem o saco, irritam tua paciência, não saem do telefone e que apesar de tudo, tu ama de coração??? Ahhh, sou bobona mesmo! É por isso que eu amo festinhas e petit comitês (o último eu guardo para o "date" do trio mais sexy, lovely and funny de Porto Alegre).

E em Porto Alegre bem que o aniversário da Cibele estava engraçado, isso estava. Começamos bem bem bem no Zelig (sendo que Beduínos até agora não falam a minha língua - sim são árabes eu sei...ai,ai,ai!), mas pude matar as saudades da única loira que eu amo: Tuca, oui, 100% repaginada (by the way, amigas solteiras sempre se divertem mais que as casadas – isso até parece frase da Carrie em Sex in the City!). Mas enfim, também fiz o Silvio pagar os maiores micos no drive do Mc ( sim my dear, a tua calça e o meu vestido é que dizem: até hoje tem mancha de catchup neles!),o chato da night é que eu não dancei com a moça mais linda e mais nova mais velha da turma: Crossant, e como é de praxe eu tive meus ataques de diva com a minha solitária e solidária companheira de dança: Andressa ( I LUV U GIRL).

Oui, como é bom rever os amigos, beber com eles, falar merd* e mais merd* e até se comportar como uma bad bad girl, afinal as good girls vão pro céu...já as más...ah essas (como diz o seriado do Multishow), essas vão para qualquer lugar!!! Sendo assim, here I go!!! ( principalmente se a trilha for com o cd novo da Madonna – luuxooo!)

E por falar em luxo, semana que passou encontrei gente tão bacana em lugares tão amáveis ...caixas de banco, sacadas, o mundo parece ter mais cor quando vemos o sorriso (mesmo que de canto e nada sossegado) daqueles seres humanos que estão cravados no peito.

E o meu peito?!?!
Ah, ele vai bem. E o seu?

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Dezembro de 2005

Olááááá!
Faz tempo que os maravilhosos sonetos do wonderpree.blogspot não aparecem não é?!
Pois voltamos, e como de praxe, às segundas-feiras (só para registro, num desses dias quentes recebi um soneto muito bom e peculiar, desde então voltei a amá-los e adorá-los cada vez mais!), e como sou péssima na arte de sonetar, vou Quintanear e dedicar o soneto abaixo aos oportunistas, poetas e aos querem amar:

SONETO PÓSTUMO

Boa tarde...- Boa tarde! – E a doce amiga
E eu, de novo, lado a lado vamos!
Mas há um não sei quê, que nos intriga:
Parece que um ao outro procuramos...

E, por piedade ou gratidão, tentamos
Representar de novo a história antiga.
Mas vem-me a idéia...nem sei como a diga...
Que fomos nós que nos encontramos!

Não há remédio: é separar-nos, pois.
E as nossas mãos amigas se estenderam:
Até breve! – Até breve! – E, com espanto

Ficamos a pensar nos outros dois.
Aqueles dois* que há tanto já morreram...
E que, um dia, se quiseram tanto!

Mário Quintana (1952)

*(talvez Princesas e Procurados)

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Da série: Mesmo quando a gente tem certeza das coisas, elas não são exatamente o que parecem.

(Quase) Tudo sobre ela
Não há mais conforto em rodar de carro horas e horas e horas e mais horas. Nem em fumar e fumar e fumar, principalmente na varanda. Nem há tranqüilidade suficiente para fazer de conta que tudo vai bem, obrigado. Não consigo mais me enganar. Nem sempre foi assim.
Só há uma coisa pior que calor em Porto Alegre: calor fora de época em Porto Alegre. Principalmente para quem não gosta de calor e ainda por cima tem que usar termo e gravata sem gostar de terno e gravata e sem dinheiro para andar de automóvel bacana equipado com o mais ultra dos ar condicionados. Foi um começo de dia assim. Terrível.
Sem café da manhã, como sempre, cheguei ao trabalho onde garanto as contas do mês preparado para mais um dia de marasmo, calor e surpresas desagradáveis - ou não.
Até boa parte da jornada, cumpriu-se o previsível. Gente pedindo coisas impossíveis, reclamando de problemas imaginários, exigindo soluções imediatas para questões insolúveis ou simplesmente recorrendo a mim para que eu executasse de maneira magistral o meu ofício.
A cada telefonema mais chato, vinha-me à mente uma vozinha diabólica dizendo, "ah, você está fazendo o que neste buraco, irmão?! Vá pára casa, vá fazer o que você gosta, chega dessa festa chata com gente esquisita! Não há o que perder!" E o dinheiro?, eu perguntava, imaginariamente a essa vozinha sacana."Ah, dinheiro! Dinheiro a gente arruma de várias maneiras. E precisa de tanto dinheiro pra quê? Para pagar as suas contas ou para amparar os outros?"
Estava entre esses telefonemas chatos, umas articulações medonhas e insalubres e outras bobagens quando uma comadre surgiu no meu celular:
- "Arthur!Voa aqui que o Rafa quer falar contigo. É urgente. Ele está nervoso!"
Nossaaaa, estou tremendo! Era só o que me faltava , eu pensei. Sem a menor pressa, só para irritar o Rafa - um dos meus raros prazeres no hospício onde trabalho - fui indo à sala da chefia. Parei para ouvir de uma puta que eu ficava não sei o que vestindo terno sei lá de quê cor que ela adorava isso e aquilo e blá blá blá. Não há proposta boa o bastante que um mau convite não possa estragar. Também falei com um sujeito que queria meu apoio para fazer algo bom o bastante num movimento comunitário. Ouvi. Ouvi todo mundo, sem pressa, imaginando o Rafa me esperando furioso, cheio de reclamações para fazer e babando pela boca...
Depois de um tempo, cheguei à sala do sujeito capa-preta, uma pessoa absoluta e indescritivelmente desagradável, daqueles caras que fazem o impossível para a gente não gostar dele, e para piorar o ignorante não sabia o que era Marxismo.
- Finalmente! – ele disse. Escutei mas nem vi o sacana. A sua frente havia uma menina que, no começo, achei diferente, positivamente diferente.
- Arthur! Essa aqui é a Laura. Ela talvez vá trabalhar contigo. Agora vocês conversam e , se ela servir, por mim já está contratada!
- Por mim também!, eu disse, mais para livrar a menina da presença infeta daquele chato inigualável do que por contratá-la por necessidade profissional.
Fomos ao fim do corredor, um lugar de viciados em nicotina, fofocas e cochichos.
- Bem!, eu disse, pra começar a conversa sem saber muito bem por onde. Além desse bem, falei umas três ou quatro palavras. O resto foi com ela. Caralho, como fala!, eu ia pensando. Coisa estranha: era o primeiro fenômeno do dia que não me incomodava. Pelo contrário, de um jeito muito especial e inexplicável, aquilo me fazia um bem tremendo, eram cócegas no espírito meio empoeirado.
- E eu também estou escrevendo um romance...
Puta que pariu. Ainda por cima escrevia. A vozinha, aquela vozinha sacana, voltou: "Ih , irmão, acho que você se fodeu!", não, claro que não. Há anos que eu era um racionalista ortodoxo a que nada ameaçava. Ia me assustar com uma menina de ..
- Que idade você tem mesmo?
Ela disse e eu congelei. Não, não. Eu não posso ser essa múmia que se apavora com essa ninfeta que com tão pouca idade sabe tanto, acumula tanto, impressiona tanto. E quanto mais ela falava, pior eu ia ficando. Ou melhor. Gosta de literatura, é inteligentérrima, lindíssima, sensualíssima. " Acho que você se fodeu, irmão", insistia a vozinha do cão. É, maybe! – eu disse.
- Heim? - ela perguntou com aqueles grandes olhos de amêndoas.
- Nada. Estava falando sozinho – expliquei.
- Ah tá. Daí, eu..., e continuou a matraca mil por hora, uma delícia.
Ela se foi depois de longas horas de bate papo faraônico, literato e irracional. Voltei a minha sala. Meu amigo Diego começou a me despejar uma porção de demandas enquanto eu mastigava um cigarro apagado dizendo...sei, sei, aham, até que ele perguntou:
- Arthur, tá tudo bem?
- Claro, ué!
- Tá com uma cara estranha.
- Minha cara é estranha.
(continua)
***