Não há nada mais confortável do que um vestido capaz de destruir relacionamentos (lembra?), incendiar corações (ui) e despertar o desejo de ambos sexos (medoooo). E depois de tudo isso, poder caminhar com a delicadeza e a leveza de quem está trajando uma majestosa veste imperial, no fundo, mesmo com os inúmeros centímetros de tecido, parecia estar nua. E como!
'S Wonderful! 'S Marvelous! You should care for me! 'S awful nice! 'S paradise! 'S what I love to see!
quarta-feira, novembro 21, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
Bisturi
A dor era insuportável. Fazia uma semana que aquilo sangrava, apertava, irritava. Não dei bola, deixei passar. Usei All-star, Suzana Almeida e até mesmo uma Schutz de inverno com meia grossa. Foi o fim da picada. Não resisti. Já tinha usado soro, nebacetin, algodão, rifocina, estriquinina, até clorofina, mas não curou. No limite da minha dor (e olha que eu pago de Maria Bonita ésimas vezes) eu vacilei. Entrei no hospital. Lotado passei pela emergência. Desci para o traumato e logo que cheguei ao balcão não acreditei que fosse sério. Expliquei meu caso, e de pronto o mocinho das informações falou: - O cirurgião já vem.
Tive um piriri.
Cirurgia? Pra quê?
Burra!!!! Agora tava feita a lambança. Minha mãe chegou no hospital como se tivesse estourado a minha bolsa e eu fosse dar à luz a quadrigêmios cabeçudos. Ela estava cheia de coisinhas, preocupada, óculos na cara e um ar blazé como de costume. Eu, hiper irritada de ter feito aquela escolha.
A porta abriu e eu ouvi:
Priscilla Simões Dias Casagrande.
(ui, era eu, minha vez , fui pro abate).
Foi tirar o sapato para o médico - em dois segundos e meio - decretar que eu me deitasse na maca. Gelei. Não que eu tenha medo de hospital, vivo neles quase que mensalmente. Mas há anos não me sentia daquele jeito: inerte perante meu estado físico.
Dali foi o fim. Anestesia, inflamação, cirurgia. E mesmo com aquele monte de sangue que escorria do meu pé, eu só prestava atenção na maldita e impiedosa lâmina daquele bisturi.
sexta-feira, novembro 16, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
quinta-feira, novembro 01, 2007
Para falar das minhas olheiras
Vê estas olheiras dramáticas,
este poema roubado:
"o cinamomo floresce em frente do teu postigo.
Cada flor murcha que desce, morro de sonhar contigo."
Ó bardo, eu estou tão fraca
e teu cabelo é tão negro,
eu vivo tão perturbada,
pensando com tanta força
meu pensamento de amor,
que já nem sinto mais fome,
o sono fugiu de mim.
Me dão mingaus, caldos quentes,
me dão prudentes conselhos,
eu quero é a ponta sedosa do teu bigode atrevido,
a tua boca de brasa, as nossas vidas ligadas, sempre!
este poema roubado:
"o cinamomo floresce em frente do teu postigo.
Cada flor murcha que desce, morro de sonhar contigo."
Ó bardo, eu estou tão fraca
e teu cabelo é tão negro,
eu vivo tão perturbada,
pensando com tanta força
meu pensamento de amor,
que já nem sinto mais fome,
o sono fugiu de mim.
Me dão mingaus, caldos quentes,
me dão prudentes conselhos,
eu quero é a ponta sedosa do teu bigode atrevido,
a tua boca de brasa, as nossas vidas ligadas, sempre!
terça-feira, outubro 30, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
segunda-feira, outubro 22, 2007
Apesar da auto-suficiência de meter medo em quem não usa óculos ou não sabe observar os fenômenos da natureza, sou doce. Provida de extrema compaixão e movida por um senso quase inquebrantável de fraternidade com quem quer o bem. Sou de uma lealdade constrangedora. Sendo capaz de gestos de carinho e consideração e distinção ao próximo (os próximos que elejo mediante rigorosa seleção ética, não moral, mas ética) que derreteriam até o coração de Nero, de Átila e de Hitler.
domingo, outubro 21, 2007
vontade...
de dormir mais e mais.
de pular a janela tomando cuidado.
de ganhar presentes e cartões.
de sentir cheiro de orvalho sem sentir frio.
de deixar o cabelo mais vezes crespo.
de assumir quando dizem que a minha voz é linda, mesmo sendo grave.
de dizer não.
de dizer sim.
de ter um ninho de amor.
de fazer artesanato.
de não fazer nada.
de acender vela ao santo.
de ter tempo pro jazz.
de ver qualquer filme.
de ler qualquer livro.
de não ser nervosa.
de pintar paredes.
de ser historiadora.
de saber usar maquiagem.
de viajar sem rumo, nem direção.
de ouvir muita música.
de comprar um palm urgente.
de tomar banho de cachoeira.
de subir a serra.
de descer pra praia.
de esportes radicais.
de ir pra Gamboa.
de saber dançar junto.
de dançar com as gurias até cair.
de viver num eterno sábado, afinal meus domingos são no plantão.
de não ter medo.
de ir a mais botecos.
de não me irritar.
de uma festa à fantasia.
de mandar tulipas vermelhas.
de precisar de menos.
de saber a hora certa de falar.
de saber a hora certa de calar.
de tomar banho de chuva.
de velejar.
de acreditar nas escolhas.
de ter meus amigos por perto.
de perder peso em segundos.
de aprender francês, latim e japonês.
de desenhar.
de caminhar contra o vento, sem lenço e sem documento.
de dominar meus instintos.
de saber tocar piano.
de ganhar mais.
de gastar menos.
de colocar flores nas paredes.
de adotar uma criança.
de beber infinito e não ter dor de cabeça.
de rezar toda noite.
de não ser tão explosivia e geniosa.
de ter mais tempo para a minha mãe.
de entender os sermões do meu pai.
de brincar mais.
de brigar menos.
de não dormir no meio do yoga nidra.
de botar o seu no meu.
de saber dirigir.
de subir em árvore.
de estar à toá.
de ler mais revistas.
de voltar a estudar.
de encher as paredes de quadros.
de comer branquinho de panela.
de não trabalhar no final-de-semana.
de morder tua orelha.
de não ser chorona.
de chegar de surpresa.
de te ver. sempre.
de pular a janela tomando cuidado.
de ganhar presentes e cartões.
de sentir cheiro de orvalho sem sentir frio.
de deixar o cabelo mais vezes crespo.
de assumir quando dizem que a minha voz é linda, mesmo sendo grave.
de dizer não.
de dizer sim.
de ter um ninho de amor.
de fazer artesanato.
de não fazer nada.
de acender vela ao santo.
de ter tempo pro jazz.
de ver qualquer filme.
de ler qualquer livro.
de não ser nervosa.
de pintar paredes.
de ser historiadora.
de saber usar maquiagem.
de viajar sem rumo, nem direção.
de ouvir muita música.
de comprar um palm urgente.
de tomar banho de cachoeira.
de subir a serra.
de descer pra praia.
de esportes radicais.
de ir pra Gamboa.
de saber dançar junto.
de dançar com as gurias até cair.
de viver num eterno sábado, afinal meus domingos são no plantão.
de não ter medo.
de ir a mais botecos.
de não me irritar.
de uma festa à fantasia.
de mandar tulipas vermelhas.
de precisar de menos.
de saber a hora certa de falar.
de saber a hora certa de calar.
de tomar banho de chuva.
de velejar.
de acreditar nas escolhas.
de ter meus amigos por perto.
de perder peso em segundos.
de aprender francês, latim e japonês.
de desenhar.
de caminhar contra o vento, sem lenço e sem documento.
de dominar meus instintos.
de saber tocar piano.
de ganhar mais.
de gastar menos.
de colocar flores nas paredes.
de adotar uma criança.
de beber infinito e não ter dor de cabeça.
de rezar toda noite.
de não ser tão explosivia e geniosa.
de ter mais tempo para a minha mãe.
de entender os sermões do meu pai.
de brincar mais.
de brigar menos.
de não dormir no meio do yoga nidra.
de botar o seu no meu.
de saber dirigir.
de subir em árvore.
de estar à toá.
de ler mais revistas.
de voltar a estudar.
de encher as paredes de quadros.
de comer branquinho de panela.
de não trabalhar no final-de-semana.
de morder tua orelha.
de não ser chorona.
de chegar de surpresa.
de te ver. sempre.
sexta-feira, outubro 19, 2007
domingo, outubro 14, 2007
Paris, je t'aime
sexta-feira, outubro 12, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
Bang Bang
Admito. Ando sem tempo para o blog. E não ponho a culpa na dupla jornada de trabalho que comecei há pouco. Nem tampouco em falta de inspiração. Negativo. Mil coisas borbulham na cachola aqui e vocês sabem como! Mas é que naquele momento das grandes idéias que estão prontas para serem disparadas da minha mente AR-15, o fuzil semi-automático aqui simplesmente fica travado, travadinho. Mas não tem problema, um óleo aqui, uma peça ali e voltamos metendo bala nas ondas internéticas!
De pronto recomendo coisinhas lindas e maravilhosas: Paris, Te amo (corram e assistam - esse filme é tudo), o novo livro do Ruy Castro (com Jazz e MPB, será que é preciso leitura melhor?), comida grega, calças masculinas (sim voltaram com tudo para chutar as leggins justéssimas bem longe), tulipas vermelhas (até porque rosas continuam sendo muito clichê) e o amor (esse sim, nunca morre e é feito de carne e osso).
terça-feira, setembro 25, 2007
domingo, setembro 23, 2007
Quebrando tudo!
É uma delícia poder fazer uma das mais antigas tradições da Grécia. Com mais de 4 mil anos a quebradeira de louça depois das refeições é revitalizante. Segundo os gregos quebrar os pratos é uma maneira de mostrar desapego aos bens materiais e o prazer pela comida. Outros acreditam que quebrar o prato serve para afastar as coisas ruins e negativas de perto da gente. Quem quiser ter uma prévia passa ali no Greek Donner (na Anita passando a Carlos Gomes). Mas atenção: tem que ser calcinha. Ali no restaurante grego só as mulheres é quem quebram os pratos. Içaaaa!!!
segunda-feira, setembro 17, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
sexta-feira, setembro 07, 2007
quarta-feira, setembro 05, 2007
Dois
a paixão pelo vento era a única coisa que tinham em comum,
porque no mais eram radicalmente diferentes:
ele sempre ia pela esquerda, ela pela direita
ele de radinho, ela só de touca,
ele de tênis, ela de salto-alto,
um de canivete, outro de estilingue,
uma preta, outro branco,
os dois de braços abertos no topo do mundo,
os dois preparando para dar o bote
os dois lutando contra o relógio antes de saltar
os dois cara a cara, frente a frente, de mãos dadas
e mesmo que reste apenas um para contar a história,
eram dois, sempre dois.
porque no mais eram radicalmente diferentes:
ele sempre ia pela esquerda, ela pela direita
ele de radinho, ela só de touca,
ele de tênis, ela de salto-alto,
um de canivete, outro de estilingue,
uma preta, outro branco,
os dois de braços abertos no topo do mundo,
os dois preparando para dar o bote
os dois lutando contra o relógio antes de saltar
os dois cara a cara, frente a frente, de mãos dadas
e mesmo que reste apenas um para contar a história,
eram dois, sempre dois.
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